Christiane Torloni
Christiane Torloni quebrou o silêncio e falou sobre morte trágica do filho (Imagem: Divulgação / Globo)

Durante participação no “Conversa com Bial”, Christiane Torloni quebrou o silêncio e falou sobre a trágica morte do filho, que aconteceu em 1991. Para quem não se lembra, Guilherme, que na época tinha 12 anos de idade, faleceu após despencar de uma ribanceira, a bordo de um carro.

“Eu fui criada de uma maneira para não temer grandes emoções e o luto faz parte da nossa vida. A gente não tem que ter vergonha. A dor, de alguma maneira, humilha as pessoas. Você se sente humilhado porque está exposto. Mas não temer o processo natural dos sentimentos é importante. Eu precisei me recolher”, declarou a artista, que após a fatalidade se mudou para Portugal com Leonardo, irmão gêmeo de Guilherme, para se recuperar do trauma.

“As pessoas ao redor queriam que eu ficasse bem, alegre, eu me vi em um show. Dois meses depois, [pensei] ‘meu Deus, eu vou morrer’. Houve uma decomposição interna. Se acontecer alguma coisa, nunca mais vou poder entrar em cena. Você se desfaz emocionalmente, pira. Foi importante o resguardo, ficar mais juntinhos. Voltei aos palcos porque percebi que era o único caminho de volta. A arte realmente cura, mas precisa abrir espaço para ela”, acrescentou.

Ainda ao falar sobre o difícil momento pelo qual passou, Torloni contou que recebeu total apoio da Globo, emissora para qual trabalhava e trabalha até hoje. “Não existe superação. Nada fica igual como antes. Mas o dia a dia vai reconstruindo as pessoas. E a Globo sempre foi solidária. Fui trabalhar na emissora com 18 para 19 anos. Todo dia você começa com a sua dor. Tem dia que ela está menor, tem dia que ela está mais forte”, disse.

Na entrevista, que foi exibida  na última segunda-feira (13), a global falou ainda sobre o filme “Amazônia – O Despertar da Florestania”, que está em cartaz nos cinemas. Tendo sido diretora do longa-metragem, a famosa contou de onde veio sua inspiração para a obra cinematográfica.

“‘Gentes’ que moram lá, gente que faz aquilo tudo misteriosamente protegido. As esquinas entre os igarapós, igarapés e os rios. E o conjunto de ações que os indígenas têm com o conhecimento tradicional, de como se relacionar com a floresta de uma maneira que ela seja segura para tudo que está vivo”, explicou.

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