Com a grande final da Copa do Mundo de 2026 batendo à porta neste domingo (19), a Fifa já acionou os motores e deu início aos bastidores da disputa pelos direitos de transmissão do Mundial de 2030.
A próxima edição do maior evento esportivo do planeta, será sediada de forma inédita em três países, Espanha, Marrocos e Portugal
O torneio promete fragmentar ainda mais a atenção do público e atrair investimentos na casa dos bilhões de dólares.
A entidade máxima do futebol projeta que a audiência acumulada da Copa de 2026 alcance a marca histórica de 5 bilhões a 6 bilhões de pessoas globalmente.
De olho nesse alcance de massa sem precedentes, empresas de TV aberta, TV fechada e as principais plataformas de streaming do mundo já iniciaram reuniões preliminares com a Fifa.
O objetivo é garantir fatias dos torneios de 2030 e de 2034, que acontecerá na Arábia Saudita.
Streamings entram em campo para desbancar TVs
Nos Estados Unidos, o mercado de mídia passará por uma revolução drástica.Além da Fox e da Telemundo, gigantes da tecnologia como Netflix, Disney, YouTube (Alphabet), Amazon e Apple preparam propostas agressivas.
O movimento é impulsionado pelo alerta da Fifa de que, para o mercado norte-americano, os pacotes em inglês e espanhol provavelmente serão vendidos juntos no novo ciclo.
A disputa bilionária é amplamente justificada pelos lucros do torneio atual.
Além dos valores comerciais tradicionais, uma novidade regulamentar encheu os cofres das transmissões em 2026: as pausas de hidratação de 3 minutos obrigatórias aos 22 minutos de cada tempo.
Somente esse novo espaço comercial gerou entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em receitas publicitárias extras para a Fox e a Telemundo.
Mercado brasileiro inicia negociações
No Brasil, as conversas formais com a Fifa pelos direitos de 2030 também já foram iniciadas.
Atualmente, a transmissão do torneio é dividida entre Globo, CazéTV (no YouTube) e SBT (em parceria com a N Sports).
No entanto, o mercado nacional projeta a entrada de novos concorrentes de peso no leilão que deve se estender pelos próximos três meses.
O grande desafio para as emissoras brasileiras em 2030 e 2034 será o fuso horário.
Por acontecer na Europa/África e, posteriormente, no Oriente Médio, as partidas serão transmitidas em horários matutinos e vespertinos no Brasil, exigindo das empresas um forte investimento no ecossistema digital e de streaming para capturar o torcedor fora de casa.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
