O Corinthians entrou em campo nos bastidores e ameaça abalar as estruturas da negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
Uma possível saída do clube da Futebol Forte União (FFU) pode implodir o bloco e forçar um novo modelo de negociação para 2030, impactando emissoras como Globo e Record.
A crise na FFU ganhou contornos mais sérios após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) proibir a restrição de saída de clubes.
A decisão gerou uma reação em cadeia, com diversos clubes cobrando mudanças imediatas na estrutura da associação.
O Corinthians, principal ativo comercial da FFU, formalizou sua preocupação, afirmando que não permanecerá em arranjos que violem a legislação concorrencial.
Corinthians exige mudanças e ameaça sair da FFU
O documento enviado pelo Corinthians ao bloco destaca a incompatibilidade da estrutura da FFU com a legislação de defesa da concorrência.
O clube cobra esclarecimentos sobre as providências que serão tomadas para adequar a estrutura às exigências do Cade e da Lei 12.529/2011, reservando-se o direito de tomar medidas adicionais para resguardar seus interesses.
A manifestação do Corinthians tem um peso especial, pois o clube é um dos maiores em alcance nacional, atrai mais patrocinadores, audiência televisiva e engajamento digital.
Esses fatores são cruciais na precificação dos direitos de transmissão.

O que pode acontecer com a transmissão do Brasileirão a partir de 2030?
Com o prazo de dez dias úteis para que a FFU apresente mudanças, o risco de debandada é real. Se a FFU implodir, não haverá impacto nas transmissões até 2029, pois esses direitos já foram negociados.
No entanto, o cenário para 2030 pode mudar drasticamente.
Uma eventual implosão da FFU pode acelerar a formação de uma liga única no Brasil.
A ideia já foi manifestada por clubes, que pediram à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para atuar como moderadora na criação de uma única liga. O processo tende a se intensificar com a crise atual.
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