Criticado e processado, pastor se pronuncia após desejar morte de Paulo Gustavo

Paulo Gustavo
Paulo Gustavo está internado com Covid-19 desde março; ator foi alvo de pastor (Imagem: Reprodução / Instagram)

Após sofrer muitas críticas e até ser alvo de processo, o pastor José Olímpio da Silva Filho, vinculado à Assembleia de Deus de Alagoas, pediu perdão pela postagem no Instagram em que disse orar pela morte de Paulo Gustavo. O ator está internado em UTI desde o dia 13 de março em estado grave devido à covid-19.

Em carta, endereçada ao Conselho Consultivo e de Ética da Convenção dos Ministros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, o religioso disparou: “Em primeiro lugar, peço desculpas, pois, quem me conhece, sabe que do meu íntimo jamais eu ofenderia propositalmente alguém”. A informação é do UOL.

“Se forem procurar falhas e imperfeições em mim, vão encontrar muitas, mas, malignas intenções, creio que não encontrarão. Considerando esse preâmbulo, peço DESCULPA, pois nunca foi intenção do meu coração ferir, ofender ou machucar a nenhum dos ofendidos (que são aos milhares), a começar do ator Paulo Gustavo, que foi atingindo diretamente, passando por seus familiares, amigos, admiradores e muitos fãs, pois o mesmo é uma pessoa querida no mundo artístico”, acrescentou o pastor.

José Olímpio também declarou que escreveu a mensagem para “defender a honra de Deus”: “A minha insensatez foi tentar defender a honra de meu Deus, muitas vezes ultrajada de muitos modos e de muitas maneiras e por muitas pessoas, esquecendo-me eu de que Deus, o Criador do céu e da terra, não precisa de quem defenda a sua honra. Quão tolo eu fui! Por ter escrito a sandice que escrevi, mesmo sem no meu intimo desejar a morte de ninguém, pois apesar de minhas fraquezas, sou um cristão convicto. Peço mil vezes a todos: DESCULPAS, DESCULPAS, DESCULPAS”.

O líder religioso, cabe lembrar, proferiu o ódio ao postar uma imagem do personagem gay interpretado por Paulo Gustavo no filme Minha Vida em Marte, o que deixou claro tratar-se de uma manifestação homofóbica.

Ainda na carta, Olímpio disse que colocou as suas funções na igreja à disposição, para julgamento interno: “Ponho-me a disposição do mesmo para que me seja aplicada as penas previstas nas normas estatutárias e regimentais de minha Convenção Estadual, de acordo com o que este douto Conselho julgar”.

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