Delegado que intimou Felipe Neto reage após possível favorecimento político

Felipe Neto
Delegado que intimou Felipe Neto se manifesta após ser acusado de favorecer a família do presidente Bolsonaro (Imagem: Reprodução / YouTube)

Delegado titular da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet) que intimou Felipe Neto por suposto crime dentro da Lei de Segurança Nacional, Pablo Dacosta Sartori negou que houve tentativa de intimidação e favorecimento político por sua atitude.

O youtuber foi intimado a prestar depoimentos após ter chamado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “genocida” em uma rede social. O ataque do ativista foi motivado pela crise sanitária vivida no país por causa da pandemia do coronavírus.

Segundo o UOL, a Polícia Civil ouvirá Felipe Neto na próxima quinta-feira (18), ou presencialmente ou via representação através dos seus advogados. Questionado o porquê de ter intimado o somente o influenciador enquanto milhões publicam e chama Bolsonaro com o mesmo adjetivo, o delegado afirmou que é necessário um registro feito pela vítima para que o caso seja apurado.

O filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), registrou o caso na delegacia. “Para qualquer caso em que uma pessoa ofende a outra, é feito o registro. A vítima precisa demonstrar interesse para ver aquilo apurado, ainda que através de outra pessoa devidamente autorizada. Eu não sou proativo, essas demandas nos chegam e fazemos um registro. Não entendo essa repercussão. O juiz é que vai entender se arquiva esse caso ou não”, explicou.

Sobre a citação de suposto crime contra a segurança nacional, Sartori se limitou a dizer que a questão cabe ao Judiciário resolver. “Ofender o Bolsonaro pode ter duas conotações. Ou um crime contra a honra previsto no Código Penal ou um crime contra a Lei de Segurança Nacional. Foi narrado um fato criminoso, que será apurado. Isso não é um crime grave, de pena alta. Então, o tratamento é mais brando, é uma investigação sem quebra de sigilo”, detalhou.

O delegado ainda negou favorecimento ao clã Bolsonaro. “O Tarcísio Motta [vereador do PSOL-RJ] e o Lindbergh Farias [vereador do PT-RJ] já vieram a essa delegacia e fizeram suas queixas. Não há a opção de não fazê-lo. Um policial não pode usar o seu caso de forma política. Sou obrigado a atuar, independente do caso”, disse. “É a única forma possível”, finalizou.

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