Eleitor de Bolsonaro é condenado a pagar indenização por fake news contra a Band

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Bolsonarista perde ação na Justiça contra a Band (Imagem: Reprodução – Band – SBT / Montagem – RD1)

Eleitor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Alfredo Bessow foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 10 mil à Band por causa de um vídeo com informações falsas produzido por ele e propagado no YouTube.

Em março de 2020, o youtuber bolsonarista gravou um vídeo afirmando que a Band estava criticando o presidente Bolsonaro por determinação do governo chinês que, segundo ele, era o verdadeiro proprietário da emissora, e não a família Saad. A informação é do UOL.

Na produção intitulada “Ataques a Bolsonaro: Dono chinês determinou e Band aceitou”, Bessow apontou que o editorial da Band foi ditado pela China e que o caso deveria ser investigado. “Fôssemos nós um país sério, na segunda-feira seria criada uma CPI”, atacou.

Representante jurídico do canal paulista, André Marsiglia Santos levou o caso à Justiça e disse que “houve total falta de compromisso com a verdade e, sobretudo, com a ética”. Com informações falsas, a gravação do youtuber, segundo o advogado, tinha como “propósito inegável de ofender e afetar a reputação e a credibilidade” da emissora quarta colocada no ranking de audiência da TV aberta.

Bessow relatou que a reportagem foi produzida com base em “fatos verdadeiros” e que não houve “disseminação de fake news”. A juíza Andrea Ferraz Musa entendeu que, se ele tinha provas da acusação, tinha por obrigação divulgá-las, “mas não o fez”.

“Ele teve somente a intenção de divulgar conteúdo bombástico, com possibilidade de gerar prejuízo à emissora”, analisou a magistrada, que o condenou o youtuber por danos morais.

O vídeo foi feito após o anúncio do acordo de cooperação entre o Grupo Bandeirantes com a China Media Group, que reúne os veículos de comunicação estatais do país, unicamente para o compartilhamento de conteúdo audiovisual, jornalístico e cultural.

Um acordo semelhante foi feito em novembro de 2019 entre a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e a China Media Group. O contrato só foi firmado após o “sim” do Palácio do Planalto.

Da Redação
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