O encerramento da Copa do Mundo masculina no último domingo operou também como o pontapé inicial para a contagem regressiva de outro evento histórico.
O Brasil se prepara para sediar, de forma inédita em sua história, a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Como detentora exclusiva dos direitos de transmissão para todas as suas plataformas, a TV Globo aproveitou a finalíssima entre Espanha e Argentina para anunciar o seu robusto plano de cobertura multiplataforma.
A principal novidade confirmada para a grade de programação do ano que vem é a produção do Central da Copa.
Pela primeira vez na história da televisão, o tradicional programa de resumos, análises e humor ganhará uma edição inteiramente dedicada e customizada para o Mundial feminino.
O pacote de novidades inclui o lançamento nos cinemas do longa-metragem Marta, cinebiografia da maior jogadora de todos os tempos dirigida por Andrucha Waddington.
Além de um documentário inédito focado na evolução do futebol feminino e na busca da Seleção Brasileira pelo título em casa.
Renata Silveira comanda chamadas emocionantes na TV Globo e no Sportv
A estratégia de divulgação foi iniciada no horário nobre com a veiculação de duas grandes campanhas publicitárias.
Na TV aberta, o filme institucional mesclou imagens marcantes das últimas Copas com um apelo emocional focado no orgulho nacional de receber o torneio em solo brasileiro.
Já no canal pago Sportv, a campanha ganhou o reforço e a locução marcante de Renata Silveira — a primeira mulher da história a narrar uma Copa do Mundo in loco.
O vídeo utiliza takes exclusivos capturados nos bastidores dos treinos da Seleção Brasileira, traçando um paralelo entre o sonho individual das atletas.
Além de representar a construção de um legado definitivo para a modalidade no país, convocando a torcida a acompanhar cada detalhe da jornada nos canais fechados.
Mulheres assumem o protagonismo
Essas iniciativas marcam apenas o estágio inicial de um plano de mídia que crescerá de forma agressiva ao longo dos próximos meses.
Nos últimos anos, o Grupo Globo estruturou uma ampliação crônica do futebol feminino em sua grade, aumentando a transmissão de campeonatos, assegurando investimentos comerciais e contratando novos talentos.
Essa transformação interna refletirá diretamente na Copa de 2027.
A emissora confirmou que a equipe de transmissão do torneio terá protagonismo total das mulheres, escalando narradoras, comentaristas, repórteres e apresentadoras nos postos mais estratégicos da cobertura jornalística da competição.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
