Porta dos Fundos
Porta dos Fundos monopolizou o noticiário nos últimos dias (Imagem: Divulgação / Netflix)

Escrever para milhões de telespectadores nunca será uma tarefa fácil, porque não sabemos o tipo de gente que está nos lendo ou assistindo e como a mensagem será interpretada. O Jornal Nacional, portanto, deveria tomar mais cuidado com as reportagens sobre o caso envolvendo o ataque terrorista ao Porta dos Fundos.

Todas as matérias exibidas até aqui fazem questão de dizer que “grupos cristãos” ficaram revoltados com o especial de Natal exibido na Netflix, sem apresentar contra-argumentos e até mesmo normalizando a postura agressiva e criminosa dos que atacam a produtora.

Na internet, inclusive, a maioria dos comentários sobre o caso aplaudia e exaltava o crescimento do extremismo no Brasil – uma postura bem distante do cristianismo, aliás. São desalmados que também deveriam ser investigados e merecem destaque e repúdio semelhante no principal telejornal do país.

Nesta quarta-feira (9), o episódio chegou ao ponto mais irracional com a decisão inconstitucional de um desembargador proibindo a exibição do programa. O JN, conhecido historicamente por defender a liberdade de expressão, calou-se e apresentou como único contraponto um trecho da nota divulgada pelo presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Nas reportagens do Jornal Nacional, também há ênfase ao fato de o roteiro apresentar Jesus Cristo em uma experiência homossexual após 40 dias no deserto. O mesmo programa apresenta um Deus “garanhão” em uma experiência carnal (e heterossexual) com Maria.

Lembremos, ainda, que o especial do Porta dos Fundos de 2018 trouxe Jesus como um ser escroto. Não houve polêmica ou censura. E muito menos manchete no JN. Isso é bem representativo sobre o Brasil de hoje.

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