Fernanda Lima se despede do pai, vítima da covid-19, em homenagem na web

Fernanda Lima
Fernanda Lima lamentou a morte do pai, vítima do coronavírus (Imagem: Reprodução / Instagram)

Fernanda Lima usou o seu perfil no Instagram, neste sábado (18), para se despedir do pai Cleomar Lima. O senhor foi mais uma vítima da covid-19 no país; ele estava internado há quase quatro meses.

A apresentadora causou comoção na web ao prestar homenagem ao patriarca com um vídeo de alguns momentos de Cleomar ao som de Preciso Me Encontrar, do Cartola.

Descansa pai. Paizinho, a primeira foto que escolhi para te homenagear foi essa, porque ela sempre me impressionou pela tua garra nesse salto. Com o tempo eu fui enxergando outras virtudes: a força, a coragem, a determinação, a perseverança e a tua disciplina contida na mesma imagem. Tu foi assim no nosso cotidiano. Nesse jogo de basquete tu tinha 19 anos. Estava na batalha para vencer na vida e sair da pobreza que te acompanhou desde a Lapa no Rio de Janeiro de 1936, quando tu nasceu. Felizmente o basquete te salvou“, iniciou ela na legenda da publicação.

A artista continuou destacando a trajetória do seu genitor. “Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa. O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito. Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto. De alguma maneira essa foto me acompanhou e me deu força até o dia de hoje, quando tu resolveu descansar“, destacou.

Ela seguirá me guiando até o meu fim. Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta. Lutou bravamente contra a covid e depois contra todas as consequências da doença. Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo. A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa música do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido“, ressaltou.

Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu. Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso. O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos“, completou.

Fernanda continuou o seu relato destacando os detalhes da relação entre e sogro e genro que o seu Cleomar cultivava com o seu marido Rodrigo Hilbert. Além disso, ela revelou que os seus filhos ficaram tristes com a notícia da perda e lamentou o fato da caçula, Maria, não ter tido muito contato com ele. “Meu grande lamento é vocês terem se visto apenas uma vez desde que ela nasceu“, lembrou.

A famosa concluiu agradecendo as mensagens que recebeu dos fãs e descreveu a sua saída. “Hoje ainda estava escuro quando peguei a estrada para chegar até Porto Alegre. O dia foi amanhecendo e em cada risco de sol, em cada montanha, em cada cerejeira, em cada nuvem ou em cada pedra eu te senti. E assim será… Descansa paizinho“, finalizou.

Confira:

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Descansa pai. Paizinho, a primeira foto que escolhi para te homenagear foi essa, pq ela sempre me impressionou pela tua garra nesse salto. Com o tempo eu fui enxergando outras virtudes: a força, a coragem, a determinação, a perseverança e a tua disciplina contida na mesma imagem. Tu foi assim no nosso cotidiano. Nesse jogo de basquete tu tinha 19 anos. Estava na batalha para vencer na vida e sair da pobreza que te acompanhou desde a Lapa no RJ de 1936, quando tu nasceu. Felizmente o basquete te salvou. Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa. O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito. Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto. De alguma maneira essa foto me acompanhou e me deu força até o dia de hoje, quando tu resolveu descansar. Ela seguirá me guiando até o meu fim. Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta. Lutou bravamente contra a Covid e depois contra todas as consequências da doença. Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo. A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa musica do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido. Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu. Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso. O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos. [Continua nos comentários]

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