TV Cultura
Com mudanças, TV Cultura pode tornar-se mais competitiva e brigar pela audiência (Imagem: Reprodução)

O futuro da TV Cultura poderá ser bem diferente dos últimos 50 vividos como uma estatal voltada à produção educativa. No que depender do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a emissora terá que se tornar mais lucrativa e menos dependente de recursos públicos.

Segundo informações da revista Exame, a intenção do governo é promover um “choque de gestão” na empresa. Embora não tenha entrado no processo de desestatização promovido por Doria, a ideia é que o canal seja reinventado, de modo a perder influência política em suas decisões.

O começo disso tudo foi a participação direta do político para definir o novo presidente da emissora, que será escolhido durante uma reunião do conselho no próximo dia 20. Um executivo de mercado de TV selecionado por uma empresa de headhunter deverá ser o eleito.

Além disso, há a determinação para que a diretoria da emissora não tenha atuação partidária, e que a audiência será uma meta a ser perseguida na emissora – que até então era um assunto distante por parte da Fundação Padre Anchieta, que gere a estatal desde 1969.

As mudanças de Doria para com a emissora tiveram o auxílio no cineasta Luiz Carlos Barreto, e de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Ricardo Scalamandré, ex-executivo da Globo, também participou do ‘grupo de trabalho’. O processo de sucessão é conduzido por Sérgio Sá Leitão, ex-ministro da Cultura do governo Michel Temer.

Atualmente, a TV Cultura possui 821 funcionários e orçamento de R$ 146,7 milhões para o ano de 2019. Do total, R$ 40,6 milhões são vindos da receita própria por meio de licenciamento de produtos e prestação de serviços, como a TV Câmara de São Paulo.

 

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