Há 26 anos nossos domingos não são mais os mesmos sem Ayrton Senna

Ayrton Senna
Ayrton Senna morreu em 1994 após um acidente durante uma corrida (Imagem: Reprodução)

Há exatos 26 anos, em 1º de maio de 1994, morria Ayrton Senna da Silva. O corredor da Williams acabou perdendo a corrida para a curva Tamburello, no percurso do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália.

Antes da largada da sua última e fatal corrida, o ícone da Fórmula 1 deu inúmeros momentos de alegria aos brasileiros, que acordavam no domingo de manhã para ver o ídolo das pistas rasgar o chão e fazer seus concorrentes comerem poeira.

Com Senna na pista, não era somente um piloto no páreo, mas 160 milhões de brasileiros esperando o corredor cruzar a pista ao som do narrador Galvão Bueno: “Ayrton Senna do Brasil”. Nossos domingos não foram mais os mesmos depois daquele 1º de maio de 94.

No mesmo ano, nossos heróis do futebol trouxeram a taça do tetracampeonato no dia 17 de julho. Senna não chegou a ver o título. Já havia partido. Nossa referência do automobilismo não teve a oportunidade de ver esse capítulo do esporte brasileiro ser escrito. Logo ele que nos deu tantas alegrias.

Senna não foi apenas um corredor, piloto ou atleta da Fórmula 1. Ayrton Senna carregava o Brasil nas “costas”, ou melhor, na dianteira do carro, onde pendurava a bandeira do país, o que nos dava tanto orgulho. Um Brasil repleto de heróis, vitórias e aquela frase: “Dá orgulho de ser brasileiro”. Senna enaltecia essa máxima. Ele trabalhava por ela e pelo povo de seu país. Em sua curta passagem pelas pistas deste mundo, conquistou 41 vitórias, 65 poles e 80 pódios.

O campeão da Fórmula 1 abriu caminho para uma nova geração e seus concorrentes, que passaram a tê-lo como inspiração. “Quando eu era criança, era Senna que me inspirava”, disse Lewis Hamilton à revista Exame.

Mas Senna já não era mais tão nosso assim. Havia deixado nossos domingos mais tristes. Não porque ele quis. Foi uma fatalidade do destino. Na curva, ele não conseguiu curvar. Foi direto e reto… Michael Schumacher, que vinha em sua cola, sob os olhares de Senna pelo retrovisor, assistiu tudo bem de perto. O alemão ganhou destaque com a saída do brasileiro das pistas.

Ayrton Senna, que nos deu tantas alegrias e marcou uma geração em frente à TV, saiu de cena aos 34 anos, deixando saudade e nossos domingos mais tristes. Nossos domingos não são mais os mesmos. O automobilismo também. Precisamos de outro Ayrton Senna do Brasil…

Confira este relato do grande amigo de Ayrton Senna, Galvão Bueno:

Reuber Diirr é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com passagens pela Record News ES e TV Gazeta (Globo/ES), é apaixonado por televisão e acompanha as coletivas de imprensa com matérias exclusivas em vídeos com os artistas para o RD1. Além disso, produz conteúdo multimídia com as principais informações dos famosos para o Instagram, Twitter, Facebook e Youtube do RD1. Acompanhe os eventos com famosos clique aqui!

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