O comando de Gianni Infantino à frente do futebol mundial atravessa o momento mais turbulento de toda a sua gestão.
Encurralado por uma revolta interna e diante de ameaças de boicote, o suíço convocou às pressas uma reunião de emergência para tentar apagar o incêndio político que ameaça derrubá-lo.
No centro da crise está um projeto bilionário que revoltou as confederações. Entenda como o presidente da FIFA chegou a essa situação delicada e o que está em jogo.
Infantino e o chamado de emergência no Marrocos
Pressionado por todos os lados, Infantino recorreu a uma medida urgente.
O dirigente convocou uma reunião de emergência em Rabat, no Marrocos, na tentativa de reunir aliados e conter a sangria política que se instalou dentro da entidade.
O encontro acontece em um momento crítico. Infantino perdeu sustentação entre aliados e passou a enfrentar forte oposição global.
Segundo veículos internacionais, sem uma pauta oficial divulgada, a reunião serve justamente para o presidente medir o tamanho do apoio que ainda possui e tentar reverter a rejeição de nomes de peso da própria FIFA.
Projeto bilionário
Tudo começou com a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma empresa concebida para administrar os principais torneios do planeta, como a Copa do Mundo e o novo Mundial de Clubes.
A ideia previa vender participações minoritárias a investidores privados, com a promessa de arrecadar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões), sem que a FIFA perdesse o controle da operação.
O problema é que a proposta foi vista como uma decisão tomada de forma unilateral, sem debate com as partes envolvidas, o que gerou uma reação imediata e furiosa das confederações.
UEFA e a revolta que virou ameaça de boicote
A reação ao projeto foi mais forte do que Infantino provavelmente esperava. A Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, liderou o levante contra o plano.
A Uefa avisou que suas 55 federações poderiam boicotar futuras competições da FIFA, um movimento que ganhou a adesão da Concacaf, que comanda o futebol da América do Norte e Central, e da Confederação Asiática (AFC).
Diante da pressão avassaladora, o projeto acabou abandonado, mas o estrago político já estava feito.
Quem ainda apoia o presidente Infantino?
Apesar do cenário adverso, Infantino não está completamente isolado e mantém alguns aliados estratégicos. O principal deles é o Marrocos, país que sediará parte da Copa do Mundo de 2030 ao lado de Espanha e Portugal.
A proximidade ficou evidente recentemente.
Na última semana, o presidente da FIFA participou das comemorações do Dia do Trono, cerimônia que marca a ascensão do rei Mohammed VI ao poder, reforçando os laços com o governo marroquino justamente no auge da instabilidade.
Outro ponto a favor do dirigente é o silêncio da Conmebol, entidade sul-americana que, até o momento, não fez críticas públicas, o que pode representar um apoio relevante caso a crise se aprofunde.
O risco real de Infantino perder o cargo
Mesmo com a desistência do projeto polêmico, a pressão sobre Infantino não diminuiu.
A Uefa já defendeu abertamente uma mudança na presidência da FIFA, e dirigentes discutem os próximos passos diante do desgaste provocado pela proposta.
Existe, inclusive, um caminho institucional para uma eventual queda.
Caso a insatisfação aumente, o Conselho da FIFA pode convocar uma reunião extraordinária para discutir o futuro do presidente, algo que exigiria o pedido de pelo menos 19 dos 37 integrantes do órgão.
É esse cenário que Infantino tenta evitar a todo custo.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
