Irmã de Rafael Miguel toma decisão e faz desabafo emocionante

Rafael Miguel
Irmã de Rafael Miguel desabafou (Imagem: Reprodução / Montagem)

Camila Miguel, irmã mais velha do ator Rafael Miguel, desabafou sobre ter perdido três pessoas da sua família ao mesmo tempo. Ela relatou o momento difícil que está vivendo e disse que tomou a decisão de seguir em frente, mesmo que a vontade não seja essa.

“Não sei exatamente quantos dias fazem do pesadelo que estou vivendo. As lembranças do maior trauma que vivenciei virou um borrão, daqueles que você lembra muito do que aconteceu, viu e sentiu, mas parece tudo um filme, uma névoa na frente de tudo”, disse.

“Me perguntei, sempre que via alguém perder alguém ou parte da família, como continuava a viver. Como a pessoa estava falando, ou de pé, ou acordada, depois de dias de tudo isso. Hoje sou eu essa pessoa. que dias depois teve que começar a lidar com burocracias de 3 pessoas que se foram e 1 que ficou”, falou.

“O luto é diferente, tem médios e baixos. Consigo rir e sorrir, mas dói demais fazer isso e logo sinto que não quero estar sorrindo ainda. Consigo ser firme na conversa, mas não por muito tempo. Mas o fato é que eu escolhi ficar”, relatou a irmã de Rafael Miguel.

E anunciou: “É isso mesmo, eu escolhi continuar vivendo. Porque a vontade sinceramente é, de verdade, abrir o buraco onde minha família está e deitar com eles. É não ficar pra lidar com esse sufoco de dor. É desistir, deixar a tristeza tomar conta e não sorrir, não ser firme, não levantar”.

“Mas aí eu não estaria vivendo, e por mais que seja um caminho doloroso, eu escolhi e estou escolhendo dia após dia, hora após hora, viver. E existe uma certa agonia em viver logo, afinal o trauma também traz medo e não sei quando minha chance vai acabar”, completou.

“Eu ainda não entendi tudo. Eu nunca vou superar porque este luto é diferente e vem com muita repetição da negação e do cair da ficha. Mas eu sinto desesperadamente uma vontade de continuar, de me curar. Se um dia eu vou conseguir sair desse looping, não sei”, lamentou.

“Se um dia vou conseguir olhar alguém com os pais e não sentir inveja, não sei. ou se um dia vou conseguir observar as pessoas sem pensar ‘como queria que meu dia fosse só mais um comum assim’, não sei. Só sei que escolhi o caminho mais doloroso e difícil… o de ficar”, concluiu.

Rafael Miguel tinha apenas 22 anos. O pai, 52 anos, e a mãe, 50. Eles foram assassinados pelo pai da namorada do ator, Paulo Cupertino Matias, de 48 anos, que segue fugitivo da polícia.

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não sei exatamente quantos dias fazem do pesadelo que estou vivendo. sei que posso contar mas não quero parar pra pensar. sei que já passou mais de uma semana, e sei também que essa semana pareceram horas. todo dia parecia que aconteceu ontem. as lembranças do maior trauma que vivenciei virou um borrão, daqueles que você lembra muito do que aconteceu, viu e sentiu, mas parece tudo um filme, com uma névoa na frente de tudo. me perguntei, sempre que via alguém perder alguém ou parte da família, como continuava a viver. como a pessoa estava falando, ou de pé, ou acordada, depois de dias de tudo isso. hoje sou eu essa pessoa. que dias depois teve que começar a lidar com burocracias de 3 pessoas que se foram e 1 que ficou. o luto é diferente, tem médios e baixos. consigo rir e sorrir, mas dói demais fazer isso e logo sinto que não quero estar sorrindo ainda. consigo ser firme na conversa, mas não por muito tempo. mas o fato é que eu escolhi ficar. é isso mesmo, eu escolhi continuar vivendo. porque a vontade sinceramente é, de verdade, abrir o buraco onde minha família está e deitar com eles. é não ficar pra lidar com esse sufoco de dor. é desistir, deixar a tristeza tomar conta e não sorrir, não ser firme, não levantar. mas aí eu não estaria vivendo, e por mais que seja um caminho doloroso, eu escolhi e estou escolhendo dia após dia, hora após hora, viver. e existe uma certa agonia em viver logo, afinal o trauma também traz medo e não sei quando minha chance vai acabar. eu ainda não entendi tudo. eu nunca vou superar porque este luto é diferente e vem com muita repetição da negação e do cair da ficha. mas eu sinto desesperadamente uma vontade de continuar, de me curar. se um dia eu vou conseguir sair desse looping, não sei. se um dia vou conseguir olhar alguém com os pais e não sentir inveja, não sei. ou se um dia vou conseguir observar as pessoas sem pensar “como queria que meu dia fosse só mais um comum assim”, não sei. só sei que escolhi o caminho mais doloroso e difícil… o de ficar. .

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Publicitário e Jornalista de Celebridades, Lucas Medeiros compartilha todos os dias o cotidiano dos famosos de maneira leve, original e divertida. Acompanhe tudo clicando aqui!

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