Jacqueline Sato abre o jogo sobre representatividade e crescimento do streaming no Brasil

Jacqueline Sato
Jacqueline Sato comentou sobre representatividade na dramaturgia (Imagem: Divulgação / Pupin+Deleu)

No ar com a série Os Ausentes, do HBO Max, Jacqueline Sato está bem animada com o atual mercado artístico, em função do crescimento dos streamings no Brasil. A atriz enxerga com bons olhos essas várias possibilidades para os atores.

Em entrevista ao RD1, a famosa comentou sobre a sua personagem na produção e também falou sobre a migração do projeto para o streaming. Inicialmente, Os Ausentes estava confirmada para ser exibida no TNT, na TV fechada.

Jacqueline Sato também falou a respeito de representatividade, já que ela é uma das poucas artistas de origem nipônica em atividade na TV e no streaming no Brasil. Ela ainda abriu o jogo sobre a associação de proteção animal em que é CEO e novos projetos.

Confira a entrevista na íntegra:

Jacqueline, depois de alguns trabalhos na TV aberta e fechada, você agora também pode ser vista no streaming, com a série Os Ausentes (HBO Max). Como enxerga esse novo momento artístico, com várias possibilidades?

Jacqueline Sato: Quanto mais janelas, mais conteúdo é produzido, mais emprego é gerado, mais chances de novas ideias se concretizarem, e a possibilidade de que, cada vez mais, a qualidade se eleve. Há uma movimentação de energia criativa, de emprego, e de dinheiro que vai muito além de nós atores: são centenas de pessoas envolvidas por trás da câmera que fazem a coisa acontecer, roteiristas, diretores, assistentes de direção, produtores, plateous, operadores de câmera, maquinistas, fotógrafos, operadores de áudio, figurinistas, maquiadores, continuístas, diretores de arte, pessoal do catering, motoristas… a lista é imensa e eu, provavelmente, estou esquecendo de mencionar parte da equipe.

Tudo isto pra tentar dar a dimensão de quantas pessoas estão envolvidas para que uma obra se torne real. E o quanto esse aumento do número de plataformas em busca de conteúdos movimenta todo esse sistema, e dá oportunidade para que novas e diferentes histórias sejam contadas. Descentraliza e permite que um um número maior de mentes criativas possam se expressar e manifestar sua arte, seu trabalho. E isto é excelente.

As vantagens para os espectadores acho que nem preciso falar, né? Não conheço uma pessoa que não tenha adorado a chegada do streaming. Podermos assistir a tantas diferentes vozes, através das séries e filmes disponíveis nos streamings é sensacional. Quanto mais variedade com qualidade para se assistir, melhor. O benefício da diversidade de opções que o streaming possibilita é imenso. Mas ele também tem vantagens no campo “comodidade”: você tem milhares de títulos pra assistir quando e como quiser. O poder de escolha, de consumo, e a resposta do que “dá certo”, ou não, são muito mais instantâneos.

No seriado, você vive uma mulher que busca pelo sobrinho desaparecido. Como foi gravar a produção? Qual foi o maior desafio com o trabalho?

Foi incrível gravar tendo a direção sensível da Carol Fioratti e Raoni Rodrigues, depois de ter havido um lindo processo de preparação para esta personagem que foi conduzido pelo Tomas Rezende e pela Carol. Estes ensaios foram fundamentais e permitiram que a gente pudesse fluir tão bem na hora da gravação. O desafio maior foi, sem dúvida, entrar em contato com as dores desta personagem, e trazer tudo isto pro meu corpo com a densidade e profundidade que a história merece.

Uma coisa eu me atentei recentemente, na época eu ainda não era tia, associei a perda deste sobrinho utilizando a imaginação de perder alguém muito amado e por quem eu estaria disposta a fazer qualquer coisa para proteger. Atualmente sou tia, e essa experiência é realmente muito profunda, muda muita coisa dentro da gente, é um amor enorme que nasce do nada a partir do momento que você sabe que esta criança está sendo gerida e aumenta ainda mais depois do nascimento. Acho que, hoje, eu acessaria de forma muito mais rápida esse sentimento.

Inicialmente, o projeto seria levado ao ar no TNT. Ficou surpresa com a decisão da série migrar para o catálogo da plataforma de streaming?

Não sei se eu diria surpresa, os streamings estão crescendo muito, não de hoje, e a busca por conteúdo original e de qualidade tem sido grande e cada vez mais bem vinda. Fiquei feliz em saber que “Os Ausentes” estreou como sendo o primeiro conteúdo original brasileiro da HBO Max e espero que seja o primeiro de muitos.

Você é uma das poucas pessoas de origem nipônica em atividade na TV e no streaming no Brasil. É uma responsabilidade? A que você atribui essa falta de representatividade em trabalhos artísticos no país?

Ah, como eu gostaria que houvessem mais pessoas descendentes de japoneses, chineses, coreanos, tailandeses, e de tantos outros povos do leste asiático trabalhando no nosso audiovisual. Assim como eu gostaria de ver indígenas ou descendentes deles, e também muito mais negros do que o que vemos hoje nas telas. Porque eu sei o quanto a representatividade é importante, eu sei o quanto ver uma única pessoa ali na tela que, de alguma forma, faz com que você se identifique e se inspire pode te movimentar internamente, te mostrar que há possibilidade e te encorajar a agir. Faz com que você acredite que também pode ocupar um lugar como aquele. Faz com que você sonhe mais e tenha mais força de seguir em frente. O caminho passa a parecer menos solitário e menos impossível.

Diversidade nos elencos, certamente, só traz impactos positivos. E ainda bem que, hoje, muito se fala em representatividade. Quando eu era mais nova isso não era uma pauta, e com isto, a causa ficava ainda mais invisível, assim como as possibilidades. Acho que com as discussões que estão a todo o vapor (graças!) e com a constatação mundial de que é importante ter representatividade nas obras audiovisuais, aqui no Brasil as coisas tendem a melhorar também. Pelo menos é o que eu espero. Parte da Indústria vem mudando o seu modo de pensar. E espero que isso aconteça exponencialmente e rapidamente. Pois, pra você ter noção, 3 décadas de novelas se passaram até que surgisse a presença da primeira amarela em uma delas (Cristina Sano), e depois mais 3 décadas se passaram para que houvesse a primeira protagonista em uma delas (Ana Hikari). É muito tempo! 66 anos especificamente. Não dá para seguir neste ritmo.

Eu creio que, uma vez que a sociedade acordou para esta questão, e ainda com a internet democratizando a voz, a representatividade pode caminhar mais rápido em direção ao que é justo e mais próximo da realidade étnico racial da humanidade. A pluralidade só vai trazer mais riqueza e complexidade às obras, e mais identificação do público para com elas. O público gosta de se ver representado nas telas, ou nas páginas. E cada vez mais, quando percebe que não está, tem reclamado e sido ouvido.

Acho que muitas empresas têm prestado mais atenção e buscado mudar. O fato de você colocar isso em pauta é um sinal desta mudança. Isso ajuda, é como se colocasse uma lupa, fazendo com que quem ainda não tenha reparado, de tão arraigado e cegante é o racismo estrutural, repare, pense, e aja no que estiver ao seu alcance. A mudança já começou, mas não pode parar nem desacelerar e precisa de, cada vez mais aliados agindo em seus círculos sociais e profissões para que possamos viver esta transformação o quanto antes.

Já existem produtores, diretores, e roteiristas que estão mais conscientes da importância de haver esta multiplicidade em seus castings. Afinal, uma vez que você se conscientiza de algo, não tem como voltar atrás. Espero que quem já adquiriu esta consciência, seja lá a profissão ou cargo que ocupe, faça o possível para que haja uma mudança ainda mais significativa. Calar, e se conformar não é uma opção. É preciso que se aja em conjunto pra vencermos um problema estrutural tão antigo e arraigado como este.

Atriz é muito engajada em causas ambientais (Imagem: Divulgação / Pupin+Deleu)

Além de atriz, nos últimos tempos você tem se destacado também como apresentadora, comandando a série Bruce Lee: A Lenda e o programa Encantadores de Pets, ambos da Band. Sempre pensou em apresentar programas? Acredita que pode se arriscar ainda mais na área?

Eu já tinha apresentado programas de televisão, e voltar a fazer isso foi bom demais. Inclusive, me formei e Rádio e TV na Faap e fazia muito isto na época de faculdade, e mesmo antes de entrar na faculdade. Eu andava trabalhando bastante como atriz e esse meu lado apresentadora estava mais quietinho, mas quando surgiram estas oportunidades, tanto no “Encantadores de Pets”, quanto no “Bruce Lee – a Lenda” eu senti que não poderia ter me acontecido coisa melhor naquele momento.

Acho que posso sim me arriscar e trabalhar mais nesta área, paralelamente ao meu trabalho de atriz. Não vejo uma profissão limitando a outra, pelo contrário, apenas potencializa ainda mais. Carrego aprendizados das mais diversas áreas da vida para o meu trabalho como atriz, ou como apresentadora. Todas as experiências me transformam me ensinam. E se eu puder apresentar programas que falem de assuntos que me interessam como: sustentabilidade, proteção animal, arte, e representatividade; certamente serei muito feliz, como fui ao apresentar “Encantadores de Pets” e “Bruce Lee – a Lenda”.

Você também é CEO de uma associação de proteção animal. De onde veio o seu ativismo? Como acredita que pode contribuir ainda mais para ajudar o meio ambiente e os animais?

Em relação aos animais, digo que começou quando fiz meu primeiro resgate de um gato de rua. Tinha apenas 9 anos de idade, encontrei um filhotinho que cabia na palma da minha mão quando estava saindo da escola. Não consegui deixá-lo ali, com medo de que o maltratassem, ou morresse de fome. Então, o levei para casa. Lembro da minha mãe falando: “Filha, ele ainda está mamando, ele precisa da mãezinha dele”.

No dia seguinte, levei o filhote de volta pra ver se encontrava a mãe, mas ao invés disso, encontrei o restante da ninhada que, provavelmente, havia sido abandonada ali. Claro que, às vezes, as gatas abandonam seus filhotes. Mas, hoje, depois da experiência que tenho com a causa animal, acredito que as chances de uma pessoa tê-los abandonado é bem maior. Naquele dia, voltei com os 7 irmãozinhos para casa. Graças a Deus, meus pais me apoiaram. Disseram que não poderíamos ficar com eles, pois na época já tínhamos uma gata e uma cachorra, mas que podíamos cuidar deles até encontrarmos uma família para eles. E assim fizemos. Conseguimos bons adotantes para cada um deles.

Lembro até hoje da felicidade que foi entregar cada um deles para sua família definitiva. Felicidade pra mim, para o gatinho, e para a pessoa, ou as pessoas que estavam adotando. É sempre um momento muito especial. A vida de todos ali será transformada a partir daquele encontro. É muito gratificante. Depois desse primeiro resgate nunca mais consegui ficar de braços cruzados quando algum animal cruzava meu caminho. Repeti a estratégia inúmeras vezes, e sempre encontrei ótimos adotantes. Eu fazia o que é tão importante na causa animal, o “Lar Temporário”; hoje eu sei o nome dado a este tipo de prática e o quanto é essencial, mas na época não sabia, apenas estava agindo com o meu coração.

E em relação ao meio ambiente sei que é uma preocupação que me aflige desde cedo também, desde criança na escola eu ficava aterrorizada com as questões acerca da degradação do nosso ecossistema, o aquecimento global, a extinção de tantas espécies de animais, e na minha ingenuidade de criança, achava que a humanidade se uniria para reverter os danos causados no passado. Mas conforme fui crescendo fui vendo que não. E conforme o tempo foi passando a urgência foi aumentando e meu engajamento com a causa também. Sei que não posso fazer tudo, mas sei que cada pouquinho conta. E sempre quis colaborar com a causa utilizando da minha visibilidade para levantar discussões, levar conscientização e ver se, através da comunicação, mais gente decide a agir para proteger a nossa natureza.

Quando estava decidindo qual profissão seguiria, cogitei Engenharia Ambiental, justamente por amar a Natureza e querer muito fazer algo por ela. Mas decidi estudar para ser atriz e comunicadora, porém nunca tirei isto da minha mente e acredito que cada um de nós, pode colaborar para preservar o meio ambiente seja qual for a sua profissão, uns mais, outros menos. Mas, sem dúvida, todos nós devemos cobrar daqueles que podem e devem fazer mais: nossos governantes e as grandes empresas.

Na minha vida pessoal eu adotei algumas práticas para tentar tornar minha existência nesse planeta um pouco mais sustentável e pretendo continuar adquirindo, cada vez mais hábitos que sejam congruentes com os de alguém que diz que ama a natureza:

– Separo o lixo orgânico do reciclável.

– Faço a compostagem do lixo orgânico em casa numa composteira eletrônica que transforma o que seria lixo em adubo para a minha horta e outras plantas.

– Digo não às sacolinhas de plástico. Carrego a minha reutilizável sempre que vou às compras. Carrego também saquinhos de panos pra colocar as frutas e legumes e poder recusar aqueles de plástico oferecidos no mercado. Se esqueci, peço para o funcionário do mercado uma caixa de papelão e coloco as compras dentro dela. Com a Pandemia optei pelo delivery de orgânicos que já vem numa caixa de papelão reutilizável. Toda semana eles levam a vazia e deixam uma cheia.

– Digo não a tudo quanto é tipo de utensílio plástico descartável, há anos. Talher, copo, garrafa, tudo eu busco substituições reutilizáveis, e de outros materiais. Por exemplo, carrego minha garrafa de água de metal pra onde quer que eu vá, e vou fazendo refil nela ao invés de ficar comprando um monte de garrafas de plástico ao longo do dia. Também carrego meu copo reutilizável pra café e outras bebidas quando saio de casa pra gravar. E também tenho canudo e talheres reutilizáveis.

– Não uso mais a bucha comum para lavar louça. Pois ela não é reciclável, vai direto pro aterro sanitário e demora centenas de anos para se decompor. Não faz sentido pra mim usar um item para limpar minha casa que acabará sujando o planeta por tanto tempo. Uso buchas vegetais, que são biodegradáveis.

– Uso produtos de limpeza biodegradáveis. Também seguindo a lógica de que pra mim não faz sentido limpar minha casa e poluir a “nossa casa”, o Planeta. Quase todos os produtos de limpeza convencionais são extremamente agressivos com a nossa saúde e poluentes para o planeta. Pasmem: amaciante convencional, esse que deixa sua roupa cheirosinha e parece inofensivo, é extremamente poluente. Não uso mais, mas encontrei um sabão de lavar roupas extremamente cheiroso, e amigo da minha roupa e do meio ambiente. Na verdade, encontrei alternativas para a limpeza de todas as áreas e funcionam muito bem. Tem algumas marcas legais (“Positiva” e “Ivy” – não ganho nada deles, mas se alguém resolver mudar por que leu aqui já ficarei feliz e satisfeita), mas também dá pra fazer produtos você mesmo. A Fe Cortez, amiga e musa inspiradora da sustentabilidade, compartilha várias receitas.

– Sempre compro alimentos orgânicos.

– Diminui drasticamente a ingestão de carnes de produtos de origem animal. Carne vermelha não como há sete anos. A criação de gado é a indústria responsável pela maior emissão de CO2 e Metano no mundo. Sem falar do desmatamento que tem crescido anualmente. Muita gente ainda não correlaciona, mas grande parte do desmatamento acontece, justamente, para tornar a área em pasto para a criação de mais gado. Há anos existe mais boi do que gente no nosso país: cerca de 214,7 milhões. E no caso das galinhas o número é ainda mais assustador: existem cerca de 23 bilhões de galinhas pelo mundo. Tudo isso pra dizer que a maior parte dos grãos produzidos no mundo são destinados a alimentação destes animais, que por sua vez, são destinados à alimentação das pessoas. E se aprendêssemos todos a consumir mais proteínas vegetais e diminuir o consumo de proteína animal? Eu parei e vivo muito melhor sem. Entendo que tem gente que não consegue ficar sem, mas acho que todo mundo pode ao menos diminuir. Comece escolhendo ao menos um dia na semana pra não ingerir. Isto faz bem pra própria pessoa e pro Planeta. Você descobre novos sabores, novas receitas. Isso por que nem falei do sofrimento que estes bilhões de animais vivem durante sua curta existência até a chegada da hora da morte. Pra quem ainda não assistiu “Cowspiracy”, “Flood”, “Terráqueos”, “Paredes de vidro”, “Game Changers”, “Food Matters”, e o mais recente “Seasperacy”, são alguns documentários que retratam como a indústria da carne é de fato, e correlacionam o quanto a mudança da nossa alimentação pode ser uma aliada na busca da solução de diversos problemas ambientais.

– Ainda “na cozinha”, dei adeus ao plástico filme, e fiz muita gente dar adeus a ele também. Pois aquele plástico não é reciclado, e fica centenas de anos pelo nosso planeta. Encontrei panos que possuem uma espécie de cera que permite que eles se moldem a qualquer superfície apenas com o aquecimento das nossas mãos. Dá pra enrolar fruta, tampar tigela, fazer exatamente a mesma coisa que o plástico filme faz, só que de forma 100% sustentável. Comprei os meus em 2017 e eles estão perfeitos até hoje. Depois de perderem a tal cera, você pode usar o paninho como pano mesmo, ou compostá-lo. Não é lindo? (estes paninhos que estou falando é da Keep Eco. Não ganho nada com isso, não tenho parceria, mas acho sensacionais. Então se 1 pessoa mudar este hábito por que leu aqui já terei ganho muito!). Ou então, que tal comprar potes, de preferência de vidro? Qualquer uma das opções, menos continuar usando esse plástico que tem uma vida útil tão curta, mas uma vida enquanto “lixo” e poluente tão, tão longa. Aqui em casa eu também tenho potes de vidro com tampas de bambu que armazenam muito bem o alimento, e são lindos.

– Quando vou comprar objetos, roupas, acessórios dou preferência a marcas que possuam uma consciência ética e ecológica. Procuro pensar varias vezes antes de comprar alguma coisa. Detectar se realmente preciso daquilo. E opto pela qualidade em detrimento da quantidade. Procuro comprar algo que vá durar e que eu vou usar muitas e muitas vezes. Isto foi uma mudança libertadora. De realmente diminuir o consumo, enxergar a lógica capitalista que fica te seduzindo a todo momento, e subverte-la através de escolhas conscientes.

– Uso protetor solar Físico ou Mineral, e não o químico, pois este pode conter a combinação de alguns ingredientes (oxibenzona, homosalato, ensulizone, 4-metilbenzilideno-cânfora e octinoxato) que matam os corais do oceano, e claro, podem fazer mal pro nosso organismo também. E estima-se que 6 mil a 14 mil toneladas de protetor solar sejam liberadas em áreas de recife de coral, o que tem trazido sério risco para os corais do mundo que são extremamente importantes para toda a vida marinha, e como consequência a nossa também. É um absurdo que esta informação não seja difundida, e ainda não haja uma lei que proíba a comercialização de produtos assim.

– Também comecei a usar shampoo e condicionador sólido. Você acredita que 80% da composição do seu shampoo é água? Então por que não usar o em barra e usar a água do seu chuveiro, ao invés de ficar comprando um monte de embalagem de plástico que depois ficarão aí poluindo a vida por centenas de anos? Eu tinha medo dessa mudança, confesso, mas meu cabelo adorou. (neste caso, tenho usado o B.O.B – Bars over bottles).

– Até solução pra fio dental encontrei! Atualmente existe fio dental cuja matéria prima é a fibra de bambu, e não plástico. E embalagem é a coisa mais linda, um vidrinho com uma tampinha metálica, que você reutiliza apenas trocando o refil do fio.

– Um bem básico, mas que vale a pena mencionar sempre: cotonete! Só compro com haste de madeira ou de papel. Se não, de jeito nenhum entra aqui em casa. Procuro em mais de um estabelecimento, se for necessário.

Fico muito feliz em poder falar sobre isto em entrevistas, pois se uma pessoa que seja resolver adotar ao menos um destes hábitos, já será maravilhoso.

Fora isso, outra coisa me deixou muito feliz nos últimos tempos: fui convidada pelo Greenpeace para ser uma das embaixadoras deles e ajudar a difundir informação e engajar mais pessoas na causa ambiental. A nova campanha quer unir o maior número de pessoas possível para integrar o que chamamos de “Brigada Digital” que visa denunciar crimes ambientais, conscientizar mais e mais pessoas em relação às queimadas na Amazônia, abrir os olhos e unir a população para ajudar a frear projetos de leis que andam circulando e que podem ser aprovados, e mostrar para as pessoas como elas podem, mesmo de longe, ajudar a conter o fogo na Amazônia e a destruição do meio ambiente.

Quais são os seus próximos projetos? Já tem algo que pode adiantar?

Tem dois filmes que estavam paralisados por conta da Pandemia e que torço muito para que retomem as atividades. Tenho também buscado desenvolver alguns projetos autorais, porém estão muito no início e não tenho como antecipar qualquer detalhe. Mas espero logo, logo, poder! Afinal, será sinal que estarão.

Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e colunista do RD1. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email [email protected]
Veja mais ›