Jornal Nacional mostra que ainda tem poder para derrubar políticos

Jornal Nacional
William Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional (Imagem: Reprodução / Globo)

Telejornal mais assistido do Brasil desde sua criação, em 1969, o Jornal Nacional segue consolidado como opção de informação nos lares dos brasileiros mesmo com algumas tentativas de “boicote”. O informativo da Globo, que viu presidentes serem empossados e destronados, contribuiu para que alguns nomes da nossa História tivessem um fim “trágico”. Ou não.

O noticiário da Globo mudou bastante e tem se mostrado no páreo quando o assunto é denúncia. O JN vem ostentando seu poder de fogo em relação ao atual governo Jair Bolsonaro e vê sua audiência crescer com as coberturas da tão combalida e desacreditada política brasileira.

Além da esfera política, fatos ligados à pandemia de Covid-19 têm tido a atenção do público que acompanha diariamente William Bonner e Renata Vasconcellos na bancada do telejornal, além de Márcio Gomes, encarregados de anunciarem o aumento das mortes enquanto destroem narrativas da administração federal, que tem seu chefe de Estado inerte por defender medidas contrárias às adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por meio da informação, o Jornal Nacional tem mostrado que ninguém está com a lei sob o braço e pode, por isso, estar na linha de tiro para, inclusive, perder o poder. O último caso, explorado pela imprensa de forma exaustiva, foi com o quase ministro da Educação, Carlos Alberto Decoletti, que não chegou a ser empossado e pediu demissão do governo após um escândalo envolvendo seu nome estourar na mídia.

A informação foi trazida pelo Jornal Nacional, que escalou a jornalista Delis Ortiz para seguir na cola do professor, escolhido pelo presidente para assumir o MEC. Decotelli não aguentou ser notícia todos os dias no JN e “pediu para sair”. Eis que a insistência derrubou o ministro que sequer tinha tomado posse. Agora, estão de olho no esquema das “rachadinhas”, relacionado a Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

O Jornal Nacional segue como um tanque de guerra armado. Os motivos, segundo a Globo, são denúncias que devem ser trazidas à tona para a população. Mas isso não exclui os demais noticiários das TVs segmentadas e não-segmentadas. O fato é que o JN é o telejornal de maior audiência da TV brasileira e não tem medo de apontar seu canhão de denúncias contra qualquer cidadão que vá no desencontro com a lei.

Aos telespectadores, cabe acompanhar a guerrilha em todas as suas emoções. Haja coração.

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Reuber Diirr é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com passagens pela Record News ES e TV Gazeta (Globo/ES), é apaixonado por televisão e acompanha as coletivas de imprensa com matérias exclusivas em vídeos com os artistas para o RD1. Além disso, produz conteúdo multimídia com as principais informações dos famosos para o Instagram, Twitter, Facebook e Youtube do RD1. Acompanhe os eventos com famosos clique aqui!