Luciano Huck relata gritos e lágrimas de Angélica na porta de centro cirúrgico

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Luciano Huck contou sobre os momentos difíceis que viveu com esposa (Imagem: Reprodução – Globo / Montagem – RD1) 

Luciano Huck fez um relato comovente sobre um dos momentos mais complicados que ele e sua esposa, Angélica, viveram. No livro De Porta em Porta, que escreveu durante o isolamento social, o global relembrou o acidente grave do filho Benício, o qual ele precisou ser operado às pressas:

“Como pais, Angélica e eu vivemos nossas horas de maior angústia e dor. (…) Essas lembranças ainda latejam e doem. (…) A queda de Beni instaurou o horror súbito”.

Angélica e eu ao lado da cama, destruídos, sem chão, sem rumo. (…) Vi minha mulher, a fortaleza da família, ajoelhada e rezando por mais de cinco horas sem parar. Vi uma mãe se jogar no chão de desespero, entre gritos e lágrimas, na porta de um centro cirúrgico. Senti minha vida perder o sentido em meio a tanto medo“, diz, em outro trecho.

Para quem não se recorda, Benício se acidentou durante as férias da família na Costa Verde, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o pequeno, que estava sem capacete, caiu enquanto praticava wakeboard e sofreu um traumatismo craniano.

Ainda no livro, lançado pela Globo Livros, Luciano comentou sobre a reação que teve quando Fernando Grostein, seu irmão, revelou sua orientação sexual em 1999.

Quando Fernando, aos 20 anos, marcou sua posição e falou, ‘olha, eu sou gay, essa é minha vida, isso não é uma escolha, esse é o meu ser, é como eu sou’, eu disse: ‘o.k.’. Mas, num primeiro momento, tive um certo choque”, admitiu.

O apresentador afirmou que a sua reação foi motivada “por razões que têm a ver com a forma obtusa, estúpida e quase desumana como o mundo dita as regras de comportamento”. Contudo, ele ressaltou: “Mas também porque você quer que a vida da pessoa que ama seja uma estrada asfaltada, sem buracos e pouco sinuosa”.

No mundo em que vivemos, embora isso esteja mudando, assumir-se gay ainda significa, infelizmente, enfrentar uma dose pesada de preconceito”, resumiu.

Em outro trecho da obra, Luciano Huck voltou ao assunto e citou o irmão, atualmente com 40 anos, mais uma vez. Segundo ele, sua atitude foi tomada “dada a toda carga de referências machistas e homofóbicas que a sociedade brasileira me entregara”, além do “preconceito e o sofrimento que imaginei que isso traria para o Fernando e para a minha família”.

Minha primeira sensação foi, de fato, a de perder o chão. Começa ali um embate entre tudo o que tinha entranhado em mim, fruto daquilo que hoje é chamado de machismo estrutural, e minha tentativa de tentar compreender e processar as novas informações e formar uma nova consciência”, expôs.

Da Redação
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