Maria Beltrão chora, lembra de Hebe e revela que pediu demissão da GloboNews várias vezes

Maria Beltrão
Maria Beltrão chora ao lembrar histórias de livro que escreveu (Imagem: Reprodução/ GloboNews)

O Estúdio I, da GloboNews, teve um momento completamente diferente nesta quinta-feira (29). Maria Beltrão trocou de papel com Octávio Guedes e foi entrevistada pelo comentarista. O motivo? O lançamento do seu livro, O Amor Não Se Isola, que foi escrito durante a pandemia do novo coronavírus.

Pega de surpresa com a situação, a jornalista acabou indo às lágrimas, lembrou de Hebe Camargo (1929-2012) e ainda fez confissões sobre um período no canal pago.

“Durante essa pandemia eu perdi dois grandes amigos. Um de dengue hemorrágica e outro em consequência de um câncer. Aquilo me abalou demais. Abalou ainda mais no contexto pandemia, que é um momento que ajuda a discernir o essencial do secundário. O que é fundamental? Nossos amigos, família, amores. Eu fiz muito um exercício nostálgico em relação a essas grandes perdas, não me culpando, mas acreditando que a gente precisa valorizar mais nossas amizades”, desabafou a famosa.

Emocionada, Maria Beltrão também contou que percebeu que o exercício literário era um diário quando resolveu colocar para fora a sensação de que não sabia quando iria voltar a ver a mãe. “Eu fiquei muito impactada”, ressaltou, que ainda lembrou de um tio que se curou da covid-19, após internações.

Na conversa, a apresentadora falou sobre o início da sua carreira na GloboNews: “Eu pedi demissões várias vezes e graças a Deus eu tive um anjo da guarda que era diretora da GloboNews. Eu falava: ‘As pessoas odeiam meu estilo, eu sou recordista de e-mail com pessoas reclamando da minha performance, estou morrendo de vergonha’. Ela dizia: ‘Não, a televisão está virando outra coisa. Terá lugar cada vez mais o improviso. Vai chegar a sua hora'”.

“Eu parei de pedir demissão em 2001, quando a gente fez a cobertura do 11 de setembro. Improvisei muito e ganhei muitos elogios. Eu fiquei surpresa, eu não estava acostumada. Eu era muito insegura”, contou a âncora.

Maria Beltrão, então, destacou que teve um encontro muito simbólico: “Eu estava muito mal da cabeça, tinha certeza que não dava para continuar na televisão. Um dia, num karaokê, na noite carioca, eu olho e tem uma Hebe assim para mim [sorrindo]. Ela vira e diz: ‘Você não é aquela gracinha do canal de notícias?’. A Hebe era tão solar, tão carinhosa, que eu comecei a desabafar com ela na hora. Eu nunca tinha visto a Hebe”.

“Ela pegou e me falou: ‘Meu amor, olha só, tudo isso é normal. Não desista. Você vai cantar comigo e tudo isso vai passar’. Quem canta com a Hebe os males espanta”, concluiu ela, que chorou ao falar do reencontro com a mãe na pandemia.

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