Marido diz que Paulo Gustavo era julgado na comunidade LGBT e revela o motivo

Paulo Gustavo
Marido de Paulo Gustavo, Thales Bretas faz desabafo (Imagem: Reprodução / Instagram)

Viúvo de Paulo Gustavo, Thales Bretas esteve no Encontro na manhã da última segunda-feira (05) e conversou com Fátima Bernardes sobre vários assuntos, inclusive sobre o posicionamento do casal na mídia.

Na ocasião, ele disse que os dois eram tachados pela comunidade LGBTQIA+ como “heteronormativos”, pois eram vistos como um casal “normal” para a sociedade, cuja maioria das pessoas é heterossexual.

Ele disse que eram julgados por conta da falta de demonstrações de carinho em público e disparou: “Algumas pessoas julgavam [o casal] como heteronormativo, porque a gente não ficava divulgando beijos na boca”.

“Mas era a forma como a gente conduziu o nosso amor mais delicado. Não foi intencional. E de certa forma isso abriu muitas portas. Fiquei muito feliz com o impacto do nosso relacionamento nessa luta pelo casamento gay”, defendeu.

“Vejo muita gente dizendo que servimos de exemplo como casal gay, e os héteros dizendo como aprenderam com a nossa relação. Os médicos falaram no hospital o quanto aprenderam com o nosso carinho”, completou.

No mesmo programa, Fátima Bernardes perguntou se ainda é doloroso recordar do ator, o dermatologista revelou:

“É muito difícil ainda. É bom relembrar as coisas boas. Vivi o período de hospital e internação. Como médico, talvez estivesse preparado, mas confesso que vi coisas que me traumatizaram um pouco. [Falar sobre ele] Às vezes, é bom; às vezes, é melancólico. Mas quando falo dele é sempre com muito amor e carinho. Sempre vi o Paulo como um gigante, o maior do mundo. Se todos tivessem o gostinho da vida íntima que tive com ele, veriam o quão gênio ele era. E ele sabia disso, tinha certeza que iria alcançar o mundo, que ganharia o Oscar”.

Thales contou que tem recebido forças através dos filhos, Romeu e Gael, frutos da relação com Paulo, além da família, amigos e do trabalho. “Com meus amigos e família, vivo momentos impagáveis. Vivemos em um desgoverno e o próprio presidente não inspira confiança”, disse ele, garantindo não se deixar levar por sentimentos ruins:

“Injustiça, não. Acredito nos desígnios de Deus, mas sinto pela irresponsabilidade desse desgoverno. É uma barra o que estou vivendo. Eu, toda família [do Paulo] e, de maneira geral, todas as famílias [de vítimas da Covid]”.

Por falar em família, o médico também citou os herdeiros. “As crianças me estimulam muito, é a continuação do nosso amor. Minha maior função é mostrar a eles o quanto o pai amou e ama os dois. Quero mostrar a eles os trabalhos do Paulo, exaltar a capacidade de emocionar ,de alegrar as pessoas, e amá-los por dois ao máximo“, afirmou ele, que aproveitou para fazer um apelo ao público:

“Nós sempre nos cuidamos muito, mas a doença é uma loteria, imprevisível e, infelizmente com ele, teve um desfecho terrível. Acompanhando-o no hospital, vi o quanto a doença é grave e acomete qualquer um, de qualquer idade, em qualquer condição de saúde. Os jovens precisam ter consciência, ter cuidados com eles e com os outros”.

Da Redação
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