Najila e Neymar
Caso Neymar e Najila ganhou novo capítulo do Ministério Público de São Paulo (Imagem: Reprodução / Record – Globo)

O caso Neymar Jr ganhou um novo capítulo e, talvez, este seja o último. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça o arquivamento do caso em que o jogador é acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, em um hotel de Paris, na França.

A decisão foi anunciada pelas representantes do MP, as promotoras Flávia Merlini e Estefânia Paulin, em entrevista coletiva na última quinta-feira (8), em São Paulo. “Após mais de um de exaustiva diligência feita pela delegacia e pelo acompanhamento do MP, decidimos pelo arquivamento por não haver provas suficientes do que foi alegado pela própria vítima”, afirmou Flávia.

A decisão do Ministério Público não significa que o atacante da Seleção Brasileira foi considerado inocente do caso. Se houver novas provas da acusação de Najila, o inquérito poderá ser reaberto a qualquer instante.

“Importante deixar claro que o arquivamento não implica em absolvição do acusado. O arquivamento pode ser reaberto a qualquer momento, é uma previsão legal, desde que haja novas diligências ou surjam novas provas. Isso não implica em uma absolvição do averiguado”, garantiu a promotora.

Merlini, questionada sobre as acusações de agressão feitas pelo modelo, declarou que os laudos do Instituto Médio Legal (IML) não constataram nenhum sinal de violência. As informações são do UOL.

O único presente seria uma lesão no dedo, que aconteceu no dia posterior ao suposto estupro, quando a modelo brigou com Neymar no quarto do hotel de Paris: “O MP entendeu que essa agressão narrada pela vítima fazia parte de um contexto. Das provas analisadas, não se apurou que seria um crime à parte. Os laudos do IML não constataram nenhuma lesão na vítima, a não ser no dedo, por causa da briga ocorrida no dia seguinte e que foi amplamente divulgada pela mídia”.

A decisão do MP levou como outro argumento as contradições apresentadas por Najila. “Não dá para se dizer qual a prova que faltou. Por todos os elementos colhidos, pelas contradições existentes no inquérito, optamos pelo arquivamento“, declarou.

Em seguida, Estefânia Paulin explicou os motivos de o Ministério Público não ter esperado a chegada das imagens do hotel em que o caso teria acontecido para a decisão final: “Ao acompanhar as investigações, entendemos que havia uma relação de afeto entre as partes, ainda que rápida. Sobre as imagens, não foram anexadas nos autos. Entendemos ser desnecessário o aguardo delas para o nosso parecer”.

“As imagens do hotel seriam sobre a área externa do hotel. O crime de estupro é sobre o que aconteceu entre quatro paredes, no interior do quarto. Por isso, essas imagens seriam desnecessárias e decidimos por não as aguardar para dar o nosso parecer”, esclareceu.

A decisão segue a linha da delegada responsável pela investigação, Juliana Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher. No fim de julho, ela decidiu não indiciar Neymar por não ter provas suficientes. Desde então, o MP teve 15 dias para se manifestar.

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