No ar em três obras, Vanessa Giácomo comenta fases da carreira e relembra da mãe

Pantanal
Vanessa Giácomo relembra personagens da carreira (Imagem: Cesar Alves / Globo)

Vanessa Giácomo pode ser vista atualmente em três obras diferentes: Filhas da Eva, vivendo Cléo, no Globoplay; Cabocla, como Zuca, também no serviço de streaming; e Império, interpretando Eliane.

Ao relembrar todos esses projetos, que fazem parte dos seus quase 20 anos de carreira, a atriz ressaltou o quanto eles foram importantes para sua trajetória e citou a pausa por conta da pandemia.

Eu fico pensando: que bom que eu fiz todos esses trabalhos antes da pandemia, quando a gente podia ter demonstrações físicas de afeto nos bastidores, e agora posso me assistir. Terminamos de gravar “Filhas de Eva” em fevereiro do ano passado, eu viajei aos Estados Unidos para conhecer meu sobrinho, filho do meu irmão, que mora lá, e já voltei para o Brasil morrendo de medo, com os protocolos de máscara e álcool em gel dentro do avião. Desde então, permaneço em casa. Não tinha nenhum trabalho em vista, na sequência, teria um tempo de descanso. Mas está se prolongando muito”, ressaltou Giácomo em entrevista ao Extra.

Mãe de três filhos – Raul, 13 anos, Moisés, de 10, e Maria, de 6-, a famosa tem se desdobrado no período de isolamento social para dar atenção a todos: “Eu sempre me dividi entre eles e a profissão. Agora, tenho dado expediente como professora dos três. Foi um desafio me tornar mais tecnológica. É tanto link da escola para baixar! Ainda mais com a menorzinha, que está em período de alfabetização”.

Os dois meninos são frutos do relacionamento de oito anos de Vanessa com o ator Daniel de Oliveira, que ela conheceu nas gravações de Cabocla. Na história, eles formaram o par romântico Zuca e Luís Jerônimo, que acabou resultando num romance na vida real.

“Hoje, a gente não convive tanto, mas nos respeitamos muito. Dividimos os cuidados com Raul e Moisés”, resumiu.

Ao relembrar o início de tudo, Vanessa citou com saudade de sua mãe, Ivonete: “Ela era muito otimista, me motivava. Quando eu fiz o teste para “Cabocla”, voltei para casa meio descrente, e ela afirmou: “Eu tenho certeza de que você entrou, eles vão te ligar!”. Isso foi numa sexta-feira, e na segunda a produção me telefonou. “Eu não te falei? Essa personagem é pra você!”, minha mãe confirmou. Ela também dizia: “Filha, guarda esse vestido lindo para quando você for no Faustão” (risos). Foi uma mulher que sempre alimentou sonhos em mim”.

A parceira da artista faleceu em 2013 em decorrência de um câncer no rim. Em Filhas de Eva, a sua personagem vive um drama parecido com a mãe, Zezé (Analu Prestes), que possui mal de Alzheimer.

Nas gravações, eu lembrei muito… Quando ela descobre a doença, por exemplo. Foi exatamente o que aconteceu comigo: eu ouvi do médico que minha mãe só tinha dois meses de vida. Foi um baque muito grande. Fui atrás de todos os tratamentos possíveis, e ela foi sobrevivendo… Tinha oscilações de humor, caiu em depressão, e eu estive com ela em cada momento, até o fim. Só quem vive sabe como é essa dor e como ela nos fortalece. Eu fiquei muito mais forte depois da partida dela”.

De dona Ivonete, a global ressalta que herdou o altruísmo: “Minha mãe sempre fez tudo para ajudar quem estava em volta, mesmo os desconhecidos. Se a pessoa contasse uma história triste, ela logo dizia: “Ah, eu vou dar um jeito”. Eu também sou um pouco assim…”, afirmou.

Casada com o empresário Giuseppe Dioguardi há seis anos, Vanessa Giácomo acredita que a fidelidade é ingrediente indispensável para uma relação dar certo:

Eu sou muito fiel. Quando você se casa, tem acordos para ser feliz. Expõe do que gosta e o que pode atrapalhar, tenta achar um meio-termo. Mas acreditar que a pessoa está com você porque te ama e que ela não vai te expor é fundamental”.

Ao contrário da Eliane de Império, sua personagem, ela acredita no amor-próprio em primeiro lugar: “Eu me amo muito e tenho consciência da mulher que estou me tornando dia após dia. É um aprendizado constante, né? Mas desconheço dependência emocional. Não fico com homem que me diminui, que me põe pra baixo. Pode até levar um tempo, mas caio fora, com certeza. Acho que se apaixonar por quem não presta pode ser tanto falta de sorte quanto baixa autoestima”.

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