Nos Tempos do Imperador chama a atenção dos anunciantes e Globo se prepara para encher o bolso

Nos Tempos do Imperador
Letícia Sabatella (Tereza Cristina) e Selton Mello (Dom Pedro II) em Nos Tempos do Imperador; novela faz Globo ser procurada por publicitários (Imagem: Fábio Rocha / Globo)

A média de Nos Tempos do Imperador caiu nos últimos dias, mas o interesse do mercado publicitário pela nova novela das 18h cresceu e muito. A trama estrelada por Selton Mello e Letícia Sabatella recebeu várias consultas para publicidade.

De acordo com as informações da jornalista Patricia Kogut, do jornal O Globo, mesmo sendo ambientada fora do nosso tempo, Nos Tempos do Imperador recebeu consultas para inserções comerciais.

O curioso não foram os pedidos para a introdução de novos produtos do mercado nos intervalos comerciais, mas solicitações dentro da própria novela mesmo sendo uma história de época. No caso de inserções dentro dos intervalos, o personagem em questão sairá do cenário da novela para o comercial.

Há dias, a novela das 18h foi alvo de polêmica por causa de uma cena apontada como racismo reverso. A autora do folhetim global, Thereza Falcão, viu a bagunça nas redes sociais por causa do assunto e reagiu com um pedido de desculpas:

“Foi péssimo. Pedimos muitas desculpas. Eu mesma quando vi a cena aqui em casa, falei: o que foi isso? Todos os capítulos que vão ao ar até o 24 foram escritos em 2018, gravados na ampla maioria em 2019. Na época não contávamos com uma assessoria especializada, o que só aconteceu no ano passado, com a entrada do [pesquisador de cultura afro-brasileira] Nei Lopes. Hoje assisto a muitas cenas com uma sensação muito longínqua. Mais uma vez pedimos desculpas por cometer erros grosseiros como esse”.

Quando a cena bombou na web, um dos maiores críticos do conteúdo exposto pela Globo foi o influenciador e pesquisador AD Junior criticou o conteúdo. “Mas gente quem pensou essa cena? São cenas como essa que viram verdades para pessoas desinformadas sobre o período da escravidão. Pessoas negras nem eram consideradas seres humanos e nem poderiam de fato segregar pessoas. Sem poder”, iniciou.

“Os brancos poderiam morar até lá no centro da pequena África se quisessem. Eles são e eram donos de tudo… Pessoas negras viviam em regime de exceção. Um homem preto sentado num banco de uma praça com uma mulher branca, seria um ET que está visitando a sua namorada em Marte… primeiro porque pessoas negras não podiam ‘vadiar’ ou seja, andar sem destino e sentar no banco da praça! Aplicar o conceito de racismo reverso numa fala é muito perigoso e essa cena vai morar na cabeça de milhares de pessoas. Um desserviço total”, completou.

Da Redação
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