Fernanda Montenegro celebra 89 anos, mais de 70 deles dedicados à vitoriosa carreira (Imagem: Divulgação / Globo)

Aos 15 anos, então contratada da rádio MEC, a redatora Arlette Pinheiro resolveu adotar um nome artístico em sua estreia na locução: nascia Fernanda Montenegro. Hoje, 16 de outubro de 2018, Arlette completa 89 anos, 74 deles dedicados a Fernanda e sua vitoriosa carreira na rádio, no teatro – tendo pisado pela primeira vez em um palco aos oito anos de idade –, no cinema e na TV.

E foi na telinha que Fernanda tornou-se conhecida dos milhares de brasileiras que não tiveram o prazer de acompanhá-la no abrir das cortinas, em peças como as do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) ou “Dona Doida”, de Adélia Prado – cujos bastidores foram focalizados em cenas de “Sassaricando” (1987), escrita pelo amigo Silvio de Abreu.

Fernandona estreou na televisão na década de 1960, atuando em folhetins escritos por Nelson Rodrigues para a TV Rio. Em 1966, chegou à Tupi, com “Calúnia”. Pouco depois, transferiu-se para a Excelsior: foi um dos nomes convocados para manter o interesse do público em “Redenção” (1966), a mais longa novela da TV brasileira. Foi ainda a Mãe Cândida de “A Muralha” (1968) e a Júlia de “Sangue do Meu Sangue” (1969) – defendidas por Vera Holtz e Lucélia Santos nas versões da Globo (2000) e do SBT (1995). Também passou pela Band, em “Cara a Cara” (1979).

A estreia na Globo se deu na série “4 no Teatro”, no ano de inauguração da emissora. Voltou nos anos 1970, para o episódio “Medeia”, de “Caso Especial”. E se estabeleceu na casa em 1981, a convite de Manoel Carlos, estreando nas novelas da casa com “Baila Comigo” – hoje em reapresentação no Canal Viva. Saiu direto da doce Silvia Toledo para Chica Newman, de “Brilhante”, obra Gilberto Braga, outro parceiro constante. Com a ricaça de “índole má” conquistou os troféus APCA e Imprensa.

Em 1983, revolucionou a linguagem das novelas, ao lado de Silvio de Abreu e de Paulo Autran, com quem dividiu os palcos em inúmeras ocasiões. A Charlô, de “Guerra dos Sexos”, rendeu mais prêmios. Assim como a Naná, de “Cambalacho” (1986); desta vez com Gianfrancesco Guarnieri, seu ator favorito. Foi ainda Olga Portela em “O Dono do Mundo” (1991), Jacutinga em “Renascer” (1993), a Zazá… de “Zazá” (1997). Nas minisséries, foi da endiabrada Vó Manuela, em “Riacho Doce” (1990) para a angelical Nossa Senhora, de “O Auto da Compadecida” (1999).

Em 1999, a indicação – a única de uma atriz brasileira – ao Oscar! Feito alcançado graças a Dora, de “Central do Brasil”, longa-metragem de Walter Salles Jr. A Dona Picucha, do especial “Doce de Mãe” (2012), rendeu o Emmy de melhor atriz. Virou meme com “pobreza pega”, bordão icônico de Bia Falcão (Fernanda Montenegro), em “Belíssima” (2005). E fez o Brasil vibrar com o beijo de Tereza e Estela (Nathalia Timberg), no primeiro capítulo de “Babilônia” (2015).

Como não amar Fernanda Montenegro? Uma atriz que faz qualquer texto “escrito em papel de pão” parecer poesia? Que transforma a mais banal das cenas em momentos históricos? Que chega aos 89 anos ostentando a lucidez que não se vê em colegas mais jovens… Um salve para a magistral Fernandona!

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