O perigo das demissões na TV Globo

Globo
Globo está atravessando processo de restruturação (Imagem: Divulgação / Globo)

A reforma administrativa que criou uma empresa única na TV Globo, reunindo todos os braços do grupo, pode ser considerada como um grande perigo no mercado de trabalho neste próximo ano.

O Grupo Globo é uma mega empresa de comunicação, assim como o Itaú era um mega banco.

No momento em que o Itaú e Unibanco se uniram e criaram uma única empresa, o que aconteceu de imediato foi um estudo de otimização do quadro de funcionários e isto representou demissões em escala.

Numa mesma rua onde existiam duas agências, uma do Itaú e outra do Unibanco, passou a existir apenas uma.

E isto significou a demissão de funcionários de uma agência inteira.

E os que ficaram na única agência daquela rua passaram a responder pelo dobro da produção em uma única agência.

Enquanto uma Record fatura mais ou menos 2 bilhões ao ano e o SBT fatura 1 bilhão, a TV Globo fatura 16 bilhões.

Então quando o SBT ou a Record fazem levas de demissões, mandam embora 200, 300 ou 500 funcionários.

Mas a TV Globo nesta fase de criação de Uma Só Globo, se colocar em ação um plano de redução de cargos, vai demitir mais de 5000 pessoas.

Isto pode acontecer se a postura de gestão for igual à gestão dos bancos.

Considerando que no ano de 2020 o mercado publicitário não estará em expansão – no máximo irá se igualar a 2019 –, resta saber onde reempregar mais de 5000 pessoas que tenham saído de uma mega empresa de comunicação, quando SBT e Record não tem o menor projeto ou estratégia para enfrentar a TV Globo e criar novo mercado de trabalho e mão de obra.

Por favor, não venha a Central Globo de Comunicação dizer que estes números não são verdadeiros porque o que eu fiz foi um estudo de mercado ligando mão de obra a faturamento e o novo projeto de unificação da TV Globo e das outras empresas do grupo.

Podem não ser 5000, podem ser muito mais, mas preferi ficar apenas no número de 5000.

Futuro vai dizer…