Pantanal pretende abordar racismo e ator revela sugestões do elenco

Pantanal
Pantanal vai trazer debate importante em cenas dos próximos capítulos (Imagem: João Miguel Junior / Globo)

Pantanal não vai deixar de abordar assuntos importantes da atualidade. Além do machismo, a trama das nove vai trazer o racismo como debate nas sequências que estão por vir.

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De acordo com informações da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o autor Bruno Luperi criou um grupo no WhatsApp com os atores negros do núcleo que o assunto vai ser tratado.

A preocupação dele é que o tema seja debatido da maneira correta. Os atores Gabriel Santana (Renato), Lucas Leto (Marcelo), Cauê Campos (Roberto) e Aline Borges (Zuleica), que vivem a segunda família de Tenório (Murilo Benício), até chegaram a fazer sugestões que foram aprovadas.

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Em uma das situações, os filhos do vilão questionam se ele não os assume por serem pretos. “Em cenas que falam abertamente sobre racismo, às vezes há palavras melhores, de mais significado. É uma questão de ajuste. Falamos uma coisa ou outra para agregar“, explicou Gabriel.

“Quando começamos a fazer as primeiras leituras junto com a preparadora de elenco, percebemos algumas dubiedades. Falamos com o autor e, partir disso, chegou-se a um consenso de criar o grupo”, disse ainda.

Gabriel Santana explica como racismo vai ser abordado em Pantanal

O artista contou um exemplo que houve a mudança no roteiro. “Tinha uma cena em que meu personagem conversava com um dos irmãos. E ficava claro que eles têm uma dúvida se o pai não os assume por uma comodidade, porque é a segunda família, ou porque é a família preta. E as palavras sobre racismo estavam muito brandas”, iniciou.

Alguém falava: ‘Essa situação foi muito inconveniente’. A palavra acabou sendo trocada por ‘humilhante’, porque diz mais sobre a vivência deles. A gente entendeu a intenção do Bruno com a cena”, seguiu.

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“A intenção é a mesma, mas a mudança ajuda os atores e os telespectadores a compreenderem melhor qual é a sensação. Nunca tinha visto um autor se colocar nesse lugar de escuta tão aberta, sendo tão generoso. Ainda mais para tratar de um assunto tão importante que é a militância preta”, finalizou.

A segunda família de Tenório, que vive em São Paulo, só deve aparecer a partir do capítulo 70. “Quando se torna público, os filhos passam a reinvindicar que Tenório os assuma. E então começam vários embates. Tem todo esse conflito interno dos irmãos, depois eles abrem para a mãe e falam com o pai também“, adiantou.

“Lá pelo capítulo 120, todos vão para o Pantanal, e aí as duas famílias passam a conviver. São realidades diferentes. A família branca é totalmente dependente do Tenório e a preta, totalmente independente dele, não só financeiramente. São pessoas jovens, muito modernas. Então, elas entram nesse choque“, revelou também.

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