Paulo Marinho promete modelo de produção invejável para a nova Globo

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Novo chefão da Globo quer dar baile em Record, SBT e Band (Imagem: Divulgação / Globo)

Paulo Marinho, o novo chefão da Globo, falou sobre o seu trabalho como o novo responsável pelo Entretenimento do canal a partir de fevereiro de 2022. Neto de Roberto Marinho (1904-2003), o empresário sinalizou a continuidade da produção de programas multiplataformas.

Longe dos holofotes, Paulo Marinho concedeu entrevistas durante o PayTV Forum, em agosto deste ano, e abriu o jogo sobre a sua visão de mercado e os seus primeiros passos como presidente da empresa. O site Tela Viva, organizador do evento, resgatou algumas falas.

“Por mais que exista uma ampliação de ambientes, quando analisamos uma propriedade como o Big Brother no conjunto da obra, as audiências vêm se ampliando, então também há uma complementaridade nesse sentido. Quanto mais se tem ambientes de consumo, mais a audiência se fortalece em cada plataforma individualmente”, disse.

Paulo Marinho manifestou sua opinião sobre a forte concorrência do mercado nacional e internacional:

“Aprendemos que, mesmo nesse jogo global e de grande escala, o conteúdo local tem um valor muito importante –e a Globo se posiciona fortemente nessa frente. Recentemente, fizemos investimentos nesse sentido, ampliando estúdios [com a inauguração do MG4] e capacidade em termos de tecnologia e inovação voltada para a produção de conteúdo”.

“Temos um conhecimento dos hábitos de consumo dos brasileiros e uma sintonia com a sociedade muito importante, fortalecida agora com nossa maior capacidade de entendimento de dados de comportamento”, completou.

A grande aposta da Globo para o futuro, o Globoplay entrou no discurso do executivo. “O Globoplay atende a uma necessidade específica de um grupo de consumidores, mas isso não elimina o olhar que sempre tivemos na multidistribuição. Um dos grandes desafios do momento é repensar as ofertas e deixá-las mais competitivas – falando de experiência, preço e empacotamento. Já começamos essa jornada, mas ela não termina agora”, esclareceu.

“É contínua e afeta nosso modelo tradicional, mas temos que encarar e repensar essa dinâmica analisando o contexto do mercado, as novas demandas do consumidor e as novas ofertas que se apresentam. É o momento de olhar para frente e tentar um equilíbrio nessa transição”, refletiu.

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