Luciano Huck
Líder do Cidadania, Roberto Freire é defensor de Luciano Huck como candidato em 2022 (Imagem: Reprodução / Montagem – RD1)

A decisão de tornar Luciano Huck um potencial candidato à presidência da República, segundo o ex-deputado, ex-senador e ex-ministro Roberto Freire, não foi do dia para a noite. Para o político, o apresentador já era um agente político antes de se interessar pela candidatura.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o veterano, líder do Cidadania (antigo PPS), reiterou que Huck tem chances de unir o chamado centro político no pleito de 2022. “Ele tem mostrado muita capacidade política, de se relacionar, de dialogar. Está se revelando um bom articulador”, disse, entusiasmado.

Ex-comunista, Freire comanda uma sigla que reúne liberais, sociais-democratas e neófitos. “No Cidadania, os movimentos ajudaram a construir o novo estatuto. Não tenho que entendê-los como algo estranho”, afirmou ele, que nega que o fato de o partido atrair movimentos como chamariz para a filiação do global.

“Luciano é talvez a liderança maior desses movimentos. E não é de agora. Ele nos procurou para conversar em 2017. A partir daí surgiu a possibilidade de ele ser candidato. Só que era uma coisa ainda muito embrionária. Ele tinha que decidir rapidamente. Não deu tempo para a gente organizar isso”, revelou.

Freire defendeu Huck e disse acreditar que a exposição que ele pode sofrer até as eleições presidenciais será benéfica, além de ter chamado de bobagem a repercussão da compra do jato do apresentador, feita com financiamento do BNDES.

“Quem comprou foi a empresa dele, dentro da lei. Não acho que tenha havido problema”, frisou, dizendo que o pupilo tem vantagem na disputa. “Segundo as pesquisas, ele é forte onde Lula é: nos setores mais populares […] Fernando Henrique [Cardoso], eu e outros estamos chamando uma pessoa que tem conteúdo.”

O político também desconsiderou qualquer desânimo em um cenário em que o ex-presidente Lula (PT) está livre: “Ele tem voto e disputa com Lula. Acho que Lula pode continuar tendo grande popularidade, mas nunca voltará a ser o líder de antes. Acabou. Embora o PT seja uma força a ser levada em consideração”.

Luciano Huck cria estratégia para ser presidente em 2022

Luciano Huck e seu grupo de aliados na política mudaram a estratégia visando a pré-candidatura do apresentador à Presidência da República em 2022. A nova decisão mexeu com uma proposta que será uma das maiores discussões na disputa presidencial: a educação.

De acordo com as informações do jornal Estado de S. Paulo, o grupo que Luciano faz parte traçou um plano com mais de cem páginas envolvendo mudanças sensíveis a respeito do tema e com foco especial na primeira infância. O documento, só visto nos bastidores, será público.

No que diz respeito ao calendário, os aliados do famoso estão divididos. Alguns nomes, já conhecidos por eleições anteriores, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), não saíram dos holofotes políticos desde a última eleição.

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