Lançado recentemente pelo Globoplay, o documentário Preta – Eu Não Ando Só trouxe à tona relatos inéditos e comoventes sobre os últimos dias da cantora Preta Gil (1974-2025).
A produção resgata o combate corajoso da artista contra o câncer e revela como ocorreu sua despedida íntima.
O momento contou com a companhia de familiares e amigos mais próximos nos Estados Unidos.
Apesar da dor e do desgaste físico causados pelo avanço da doença, a cantora manteve sua serenidade até o fim.
De acordo com o depoimento de Marina Morena, irmã de criação da artista, as últimas palavras ditas por Preta foram um pedido simples e profundo de fé:
“Ela disse: ‘Meninas, vamos orar?’. Foi isso, foram as últimas palavras. Depois da oração, ela deixou ir.” revelou Marina.
Tratamento experimental nos Estados Unidos e a orientação médica decisiva
O documentário detalha as tentativas da equipe médica e da família em buscar alternativas terapêuticas no exterior.
O empresário e amigo pessoal Marcello Azevedo explicou que Preta chegou a ser aceita em um estudo experimental gratuito nos EUA.
O tratamento era voltado para pacientes em estágio bastante avançado da doença, o que renovou a esperança de todos.
No entanto, o protocolo do teste clínico exigia respostas rápidas do organismo.
Quando a medicação deixou de surtir o efeito desejado, os médicos norte-americanos comunicaram à equipe que precisavam retirar a artista do programa para dar oportunidade a outros pacientes e deram a orientação definitiva.
“O médico sugeriu que ela ficasse com a família, porque o tratamento não atingiu o resultado esperado.” contou Marcello.
“Desse dia em diante, ela não falou mais. Minha última mensagem para ela foi um ‘eu te amo‘”, desabafou o empresário.
Amigos relatam silêncio, desconexão das redes e aceitação no final da vida
A partir do momento em que a equipe médica indicou que não havia mais alternativas de cura, Preta Gil escolheu viver seus últimos dias longe das telas e dos holofotes.
A empresária Malu Barbosa, que esteve ao lado da cantora durante toda a jornada em solo americano, relatou a mudança drástica na rotina da amiga.
“Ela não usou mais telefone. Ela desligou, só ficou deitada dormindo“, lamentou Malu.
O amigo Duh Marinho também esteve no local para se despedir.
O cantor descreveu o impacto de ver a cantora tão debilitada, ressaltando a força com que ela encarou a realidade.
Em um dos momentos mais tocantes resgatados pelo documentário do Globoplay, a própria Preta aparece refletindo sobre suas dores e o medo de transparecer fraqueza para quem a amava:
“Queria muito que desse certo aqui, mas eu tenho a dúvida se eu mostro minhas vulnerabilidades para ela ou não, se eu falo que estou me sentindo mal.” desabafou Preta.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
