O ator Daniel Blanco da Globo que dá vida ao eterno camisa 10 Roberto Rivellino na nova série da Netflix, “Brasil 70: A Saga do Tri”, revelou detalhes de um encontro emocionante com o próprio ex-jogador.
Blanco contou que foi agraciado com um presente inesquecível e até recebeu um apelido afetuoso do ídolo do futebol.
O presente, que deixou o ator emocionado, foi uma camisa original da Seleção Brasileira da Copa de 1970, autografada pelo próprio Rivellino.
Na dedicatória, o craque escreveu: “Ao Rivinha, do seu amigo Rivellino. Um abraço”. Esse gesto, segundo Blanco, foi “muito especial” e reforça a conexão que ele criou com o personagem que interpreta. As informações são do Notícias da TV.
Como surgiu a amizade com o craque?
O encontro entre ator e jogador foi possível graças a um colega de elenco, Hugo Haddad, intérprete do goleiro Félix, que é amigo do filho de Rivellino.
Após essa ponte, o ex-jogador convidou Daniel Blanco para um tradicional churrasco em sua casa. “Ele foi muito receptivo”, comentou o ator sobre a experiência.
Durante o encontro, Blanco teve a oportunidade de conversar com Rivellino sobre a conquista do tricampeonato mundial e até visitou um museu particular da família, onde viu uma foto de Rivellino bebê que o ajudou na construção do personagem.
O ator também revelou que Rivellino fez questão de que o famoso drible “elástico” fosse retratado na série.
Transformação física e vocal para viver Rivellino
Para dar vida ao craque, Daniel Blanco passou por uma intensa preparação. Ele perdeu cinco quilos para se adequar ao físico mais franzino dos jogadores da época, focando em treinos de perna e diminuindo o treino de membros superiores.
“Todos os atores tinham nutricionista, com uma dieta personalizada para ficar com o corpo mais parecido com o respectivo jogador”, explicou.
O maior desafio, no entanto, foi emular o tom de voz e o sotaque de Rivellino. O ator, que é paulista e tem a voz mais grave, trabalhou com fonoaudiólogo e acompanhamento de prosódia para não fazer uma imitação caricata, mas sim retratar fielmente o ídolo.
“Pela primeira vez na vida, foi um desafio tentar mudar o timbre da minha voz para retratar uma pessoa que existe”, afirmou Blanco.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
