Éramos Seis
Cássio Gabus Mendes viverá Antonio, em “Éramos Seis”; confira elenco escalado até o momento (Imagem: Divulgação / Globo)

Enquanto “Órfãos da Terra” voa alto, a Globo agiliza a produção da substituta, “Éramos Seis”, atualização de Ângela Chaves para o texto de Rubens Ewald Filho e Silvio de Abreu – produzido pela Tupi, em 1977, e pelo SBT, em 1994 –, baseado na obra de Maria José Dupré. O elenco está praticamente fechado. A saber: Gloria Pires (Lola), Antonio Calloni (Júlio), Giullia Buscacio (Isabel), Simone Spoladore (Clotilde), Ricardo Pereira (Almeida), Maria Eduarda de Carvalho (Olga), Kelzy Ecard (Genu), Kiko Mascarenhas (Virgulino), Denise Weinberg (Maria), Camila Amado (Candoca) e Walderez de Barros (Marlene). Os personagens de alguns dos nomes já divulgados, porém, ainda não são conhecidos. Até agora.

Cássio Gabus Mendes, que deixou o elenco de “Órfãos da Terra” para participar de “Éramos Seis”, viverá Antonio. O personagem remete a Alonso (Rogério Márcico na Tupi / Umberto Magnani no SBT), dono de uma mercearia, vizinho de Lola e Júlio. Já Ellen Rocche está encarregada de Marion (Carmem Marinho / Elizangela), amante de Júlio – personagem criada por Rubens e Silvio, para desgosto de Maria José Dupré, certa de que sua Lola, já muito sofrida, não suportaria a traição do marido.

Associado, nas redes sociais, ao caçula de Lola e Júlio, Julinho, Nicolas Prattes responderá pelo primogênito, Carlos (Carlos Augusto Strazzer / Jandir Ferrari). Até o momento, Julinho ainda não tem intérprete definido. Assad (Silvio Rocha / Antonio Petrin), o patrão de Júlio e Almeida, é o tipo escolhido para Stepan Nercessian. E Susana Vieira, no ar, a partir de segunda-feira (29), como Branca, em “Por Amor”, fará Emília (Nydia Lícia / Nathalia Timberg), a detestável tia de Lola.

Ainda, um impasse acerca da responsável por Durvalina, empregada da protagonista, defendida por Chica Lopes tanto na Tupi, quanto no SBT: Virgínia Rosa ou Zezé Motta. Caco Ciocler, por sua vez, irá interpretar João. Não há registros deste personagem nas duas versões posteriores da trama. A direção artística de “Éramos Seis” caberá a Carlos Araújo – responsável por “Os Dias Eram Assim” (2017), supersérie de Ângela Chaves e Alessandra Poggi.

Éramos Seis
A autora Alessandra Poggi, que estreia às 21h sob supervisão de Gloria Perez (Imagem: Reprodução / GShow)

A coluna, aliás, celebra a promoção de Alessandra Poggi, escalada para às 21h após participar de uma oficina de autores para a faixa, coordenada por Gloria Perez – responsável por “A Força do Querer” (2017), última novela digna, na minha humilde opinião, do horário. A renovação se faz necessária. Os medalhões Manoel Carlos, Gilberto Braga e Benedito Ruy Barbosa já não dispõem da vitalidade que a faixa exige. A aposta em talentos como Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, com “A Lei do Amor” (2016), não surtiu efeito. E os presentes no time das 21h dão sinais de desgaste, como João Emanuel Carneiro em “Segundo Sol” (2018). Melhor inovar do que ter Walcyr Carrasco ano sim, ano também…

E por falar em Carrasco, da melhor qualidade a chamada de “A Dona do Pedaço”, que substitui “O Sétimo Guardião” no próximo dia 20. Mas, gato escaldado tem medo de água fria. As peças de lançamento de “O Outro Lado do Paraíso” (2017) também eram incríveis. A narrativa, contudo, me irritou profundamente, devido aos furos nos roteiros e desserviços, especialmente no debate de temas como a homossexualidade de Samuel (Eriberto Leão) e o racismo enfrentado por Raquel (Érika Januza). A conferir.

Com Alessandra Poggi escalada para às 21h, a faixa conta agora com três projetos engatilhados, para depois de “A Dona do Pedaço”: “Amor de Mãe” (Manuela Dias), “Em Seu Lugar” (Licia Manzo) e o folhetim de Poggi, supervisionado por Gloria Perez. Às 18h, a Globo já tem, além de “Éramos Seis”, “Nos Tempos do Imperador” (Alessandro Marson e Thereza Falcão) e a trama de Alcides Nogueira. E às 19h? Nada além de “Bom Sucesso” (Paulo Halm e Rosane Svartman) e “Salve-se Quem Puder” (Daniel Ortiz). Bons nomes para o horário não faltam: Vincent Villari, de “Tititi” (2010); Filipe Miguez, de “Cheias de Charme” (2012); Maria Helena Nascimento, de “Rock Story (2017)”; Cláudia Souto, de “Pega Pega” (2017); e Daniel Adjafre, de “Deus Salve o Rei” (2018).

A Que Não Podia Amar
Ana Brenda Contreras, de “A Que Não Podia Amar”, em exibição no SBT (Imagem: Divulgação / Televisa)

“A Que Não Podia Amar” e “A Dona”, folhetins mexicanos que o SBT exibe entre o fim da tarde e o início da noite, de segunda-feira a sexta-feira, perderam audiência nos últimos dias, sem o apoio de “Teresa”, finalizada na terça-feira (23). Contudo, o “Cidade Alerta”, da Record, também caiu – talvez influenciado pelo pífio desempenho de “Caminhos do Coração” (2007). O que isso quer dizer? Que o SBT enfim acertou na escolha das mexicanas, enquanto a Record tropeçou feio com a reprise da vez. Quer dizer também que “A Que Não Podia Amar” é um novelão, recomendo.

Memória

Já que falei em SBT e “Éramos Seis”, não custa nada relembrar os bastidores da produção de 1994, talvez a mais cultuada por entusiastas da emissora, bem como pela crítica especializada. O elenco, repleto de globais, por pouco não contou com Aracy Balabanian como Emília (Nathalia Timberg), Herson Capri como Júlio (Othon Bastos) e Lilia Cabral como Genu (Jandira Martini). Na época, a Globo atravessava uma “entressafra”, como agora, deixando livres no mercado bons nomes que o SBT, habilmente, arrebatou.

Ligo

“O Sétimo Guardião”. A esta altura, a novela das 21h passa longe das polêmicas acerca da autoria. Dos muitos “pais da ideia” só sobrou mesmo Aguinaldo Silva, por força de contrato à frente do enredo, castigado pela fragilidade do argumento inicial e por críticas de toda ordem. A narrativa, contudo, ganhou força com as “mortes” – creio eu que todos estão vivos – dos membros da irmandade. O autor também valorizou Elizabeth Savala (Mirtes) e Isabela Garcia (Judith), responsáveis pelos melhores momentos dos recentes capítulos. Dois talentos com anos de TV; dessas atrizes que, de tão próximas do telespectador, são capazes de ganha-lo no olhar.

Desligo

“Troféu Imprensa”. A edição 2019, apresentada, como sempre, por Silvio Santos, vai ao ar no próximo domingo (28). Porém, os três indicados de cada categoria já são conhecidos, em razão de chamadas veiculadas pelo SBT nos intervalos de sua programação. Evidente que, hoje em dia, não dá para guardar segredo por muito tempo; num clique “desavisado”, envolvidos nas gravações poderiam vazar tais nomes nas redes sociais. Mas, com as chamadas – e aqui talvez eu esteja sendo um tantinho saudosista –, a emissora tirou boa parte da surpresa causada pelos famosos VTs. Além de decepcionar certa fatia do público com a previsibilidade dos concorrentes.

 

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