A Record decidiu sair na frente em 2026 ao assumir publicamente uma campanha permanente de enfrentamento à violência contra a mulher. O Balanço Geral SP iniciou o ano com a ação “Balanço Pede Basta”, colocando o combate ao feminicídio como prioridade editorial da atração.

A iniciativa foi lançada nesta segunda-feira, 05 de janeiro, diante de um cenário considerado alarmante pelo próprio programa, com números crescentes de assassinatos de mulheres registrados ano após ano. A proposta é clara: reforçar que o feminicídio é inaceitável e não pode ser tratado como apenas mais uma estatística policial.
A partir de agora, todas as reportagens envolvendo assassinatos de mulheres passam a ser identificadas com a vinheta “Balanço Pede Basta”. A sinalização garante maior destaque ao tema e estabelece uma cobertura diferenciada, com aprofundamento, contextualização e cobrança por respostas das autoridades.
Durante o lançamento da campanha, o apresentador Eleandro Passaia destacou o papel social do jornalismo nesse enfrentamento. Segundo ele, cada exibição da vinheta será um grito coletivo para que o poder público acorde e trate a violência de gênero com a urgência necessária.
O primeiro caso abraçado pela campanha foi exibido já no dia de estreia da ação. Trata-se do assassinato da auxiliar de cozinha Carla Carolina Miranda, morta no último sábado (03/01) pelo ex-companheiro José Vilson Ferreira, no bairro da Liberdade, em São Paulo, mesmo após a vítima possuir medida protetiva havia cerca de um ano.
Casos recentes reforçam urgência do debate

O lançamento da campanha ocorre após um fim de 2025 marcado por feminicídios que chocaram o país, incluindo crimes cometidos por ex-companheiros contra mulheres que já haviam denunciado ameaças, casos registrados em vias públicas e assassinatos ocorridos na presença de filhos. Episódios assim reacenderam o debate nacional sobre a falha na aplicação das medidas protetivas.
Com o “Balanço Pede Basta”, a Record reforça a intenção de não tratar esses crimes como fatos isolados. A emissora aposta em uma abordagem mais dura, contínua e engajada, usando o alcance da televisão para pressionar por mudanças efetivas e ampliar a conscientização da sociedade sobre a gravidade do feminicídio no Brasil.
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Com experiência em redação, redes sociais e marketing digital. Atualmente, cursando o MBA em Marketing, Branding e Growth pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
