Recuperado da Covid-19, Geraldo Luís comenta sobre os desafios da doença

Geraldo Luís
Geraldo Luís desabafa sobre a Covid-19 após recuperação difícil (Imagem: Reprodução / Instagram)

Geraldo Luís venceu o coronavírus, mas para isso enfrentou 12 dias na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, respirando com a ajuda de aparelhos e com uma equipe médica ao seu lado. Um mês após a alta hospitalar, o apresentador da Record falou sobre as sequelas e os desafios pós-Covid.

“As pessoas não têm noção ainda real do que é essa doença”, começou em depoimento ao F5. “Quando eu fui infectado, falei: ‘caramba, nos 20 minutos do segundo tempo pegar essa doença’. Me senti frustrado de a vacina não ter chegado em tempo para mim como diabético, e para todo o mundo”, desabafou.

“Eu tinha um pavor danado de me contaminar”, entregou. “Não tenho ideia [de onde e como pegou]. Naquela semana, eu estava trabalhando normalmente, mas sempre mantive os cuidados [no comando do A Noite É Nossa, na Record]”, continuou.

“Quando as pessoas vinham me tocar, porque algumas delas ainda têm esse costume de querer tocar a mão, eu falava: ‘olha, sou diabético, não aperto mão’. Achavam até que era exagero meu”, disse.

Geraldo Luís contou que foi até o hospital e após a tomografia o médico viu que o pulmão estava limpo. “Voltei [ para casa]. No dia seguinte, eu cai, não aguentava. Era uma dor insuportável, uma falta de ar. Já voltei para o hospital, e já tinha 35% do pulmão tomado. Quer, dizer, foi de um dia para o outro”, relatou.

“Foram três dias internado no quarto, piorei, e subi para a UTI”, recordou o famoso. “Em cinco dias, meu pulmão chegou a ficar 85% comprometido. Não cheguei a ser intubado. Usei aquela máscara como se fosse um capacete. Foram 12 dias de UTI, 22 dias de internação total. É uma luta psicológica, é um abalo”, comentou.

Para Geraldo, as festas estão acontecendo porque a sociedade não acordou, e discursou: “Se a dor do outro não doer em você, não doer em mim, e aí? Como essa sociedade vai mudar? Como que esse país vai mudar? Porque não é só uma gripe. Não é, nunca foi, e o mundo mostrou que não é”.

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