Roberta Rodrigues desabafa sobre recuperação da Covid-19 e fala de racismo

Roberta Rodrigues
Roberta Rodrigues desabafou sobre racismo que sofre nas redes sociais (Imagem: Divulgação)

Roberta Rodrigues precisou se afastar dos trabalhos, incluindo as gravações de Nos Tempos Do Imperador, da Globo, após se sentir mal e ser diagnosticada com Covid-19 há uma semana. A atriz e o esposo, Guilherme, que também testou positivo, seguem reclusos.

“Essa doença ainda é desconhecida para todos nós. Apesar da vacina, é muito perigosa. Então, é importante se cuidar. Tivemos poucos sintomas, graças a Deus. E, embora já estejamos melhorando, seguimos em quarentena e nos cuidando bastante”, afirmou a artista à colunista Patrícia Kogut.

A famosa também contou que essa foi a primeira vez em que contraiu a doença e ressaltou que vem se cuidando bastante desde o início da pandemia, em março do ano passado.

“No início, inclusive, entrei em pânico e tive crises de ansiedade. Não queria sair de casa e depois voltar para encontrar o meu marido e a minha filha (Linda Flor, de 4 anos). Com o tempo, consegui encontrar refúgio e coragem na minha espiritualidade. É isso que temos para nos segurar“, contou.

Inclusive, sobre o assunto, Roberta Rodrigues contou que a convivência familiar intensa na pandemia foi de altos e baixos. “É difícil encontrar alguém que não tenha tido uma crise de casal neste período. Nós tivemos, mas nada muito sério. Até porque toda essa situação mexeu muito com o emocional de todo mundo, né?”, declarou.

“Teve um período que era mais difícil e assustador, mas ainda hoje é tudo muito incerto. Ao mesmo tempo, foi uma oportunidade que tive de poder ficar mais próxima da minha filha, acompanhar mais de perto todo o desenvolvimento dela, sem toda aquela correria de sempre“, refletiu.

Racismo

Roberta tem uma carreira de quase 20 anos na televisão e observa avanços no que diz respeito a inclusão e diversidade: “A gente vive um momento do empoderamento dos pretos. Estamos encontrando o nosso lugar, encontrando a nossa história e nos autoafirmando”.

“Temos que conversar e mostrar as verdades para poder discutir o que já avançou e o que ainda precisa avançar. As pessoas estão mais conscientes, mas ainda há muito preconceito enraizado. Eu já sofri preconceito. A gente sofre todos os dias, né? Dependendo do lugar que você está no dia, isso é muito corriqueiro”, contou.

Segundo ela para a colunista, nas redes sociais são frequentes os ataques racistas que recebe. “Acontece bastante, e eu fico muito assustada. Ainda mais depois que eu tive filho, porque estamos no século 21. E, quando acontece, eu sempre corro atrás dos meus direitos, porque só sabe as dores do preconceito racial quem vive e passa por elas. Eu vou à delegacia, sim, porque não aguento mais isso, é inadmissível. Já estou cansada.”

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