Roberto Cabrini
Roberto Cabrini comentou debate político e apontou a tolerância como caminho para o Brasil (Imagem: Beatriz Nadler)

Colaboração: Reuber Diirr

O jornalista Roberto Cabrini esteve no palco do Teleton 2019 nesta sexta-feira (25). O âncora do Conexão Repórter, em depoimento exclusivo ao RD1, comentou o momento político, marcado pela polarização – centrada especialmente no Presidente da República, Jair Bolsonaro, e em partidos de esquerda como o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É um momento muito difícil. Nós estamos padecendo da epidemia da partidarização. Eu costumo dizer que a nossa grande mazela, a corrupção, ela não é inerente a este ou aquele partido, a esta ou aquela ideologia. Ela é uma deformação de caráter da sociedade como um todo”, lamentou.

É um momento de polarização, onde eu vejo irmão brigando com irmão simplesmente porque eles discordem politicamente. Mas eu acho que nós vamos superar através da tolerância, do reconhecimento de que todas as opiniões são importantes…”, complementou.

À frente de um jornalístico vice-líder de audiência, Cabrini celebrou a possibilidade de debater política por meio de entrevistas com nomes de expressão neste cenário: “Eu me sinto na obrigação, toda vez que entrevisto um governante, de questionar. Com respeito, com perguntas legítimas, mas questionar. Não existe democracia sem que a imprensa questione seus governantes”.

O jornalismo ele só merece ocupar um espaço importante na sociedade quando faz questionamentos legítimos. Se não fizer isso, vai ser um mero exercício de ocupação de espaços em busca de uma popularidade muitas vezes fugaz. Tem compromisso não só com a audiência, tem compromisso social que faz você abrir mão de uma audiência absoluta em prol de uma discussão que o país precisa”, concluiu.

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