Samara Felippo revela atitude judicial após ataques racistas contra as filhas

Samara Felippo
Samara Felippo prestou queixa contra internautas racistas (Imagem: Reprodução / Instagram)

Após ver as filhas, Alícia e Lara, sendo vítimas de ataques racistas no Instagram, Samara Felippo revelou que tomou uma atitude na Justiça. Durante sua participação no podcast Pretoteca, a atriz falou sobre o assunto.

“Não vou deixar o caso passar”, garantiu a famosa, que prestou queixa contra os internautas que foram racistas.

Na conversa, a artista ainda contou que as meninas, de 12 e 8 anos, já foram vítimas do mesmo preconceito na escola. “Elas já passaram por episódios racistas na escola e chegavam em casa reclamando. Das vezes que aconteceu, eu sentei e expliquei o que era racismo. Eu dou nome ao racismo. Explico sempre”.

Samara, que é branca, falou sobre como se tornar mãe de meninas negras, a fez expandir o pensamento. “A maternidade furou minha bolha branca”, pontuou. “Minha filha quis alisar o cabelo com 7 anos de idade. Aquilo foi um baque para mim. Então, eu fui buscar fazer com que ela se enxergasse… Fui atrás de livros com protagonistas negros, de mulheres negras em cargos de poder, blogueiras, filósofas”, contou.

Para quem não sabe, no início da semana, Samara Felippo fez um desabafo na web ao compartilhar um comentário racista que recebeu depois de mostrar os novos cortes de cabelo das filhas.

Cabelo horrível. Bota alisante nisso. Não sou fake não, sou realista. Cabelo de suas filhas são horrorosos. Tem que alisar esse cabelo”, disparou uma internauta.

Na publicação, a atriz escreveu: “Não adianta você simplesmente dizer que não é racista. É preciso pensar e agir. Imaginem quantas crianças pretas sofrem todos os dias, deixam de estudar, machucam seu coro cabeludo pra alisarem os cabelos, se odeiam e crescem cheias de dores e traumas. Comecei meu trabalho como ativista nas redes sociais sem saber nada, comecei meio que num baque de ódio por minha filha querer alisar o cabelo aos 7 anos pra se encaixar na turminha de amigas brancas da escola”.

“Fui me desconstruindo a cada dia, a cada descoberta e uma delas foi o quanto cresci racista. Nessa reeducação, fui procurando, estudando e aplicando em casa com minhas filhas. Mas você branco não precisa ser pai ou mãe de uma criança preta para começar a agir. Através do @muitoalemdecachos , um canal que criei no YouTube com elas (parado por enquanto), criamos muito conteúdo lindo e representativo para que elas passassem a se amar e amar seus cabelos, porque situações racistas iriam chegar”, declarou.

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Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais.
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