A Copa do Mundo 2026 mal acabou e os bastidores de transmissões esportivas já estão em plena ebulição. Embalado pelos números de audiência durante o Mundial, o SBT vive uma fase de prestígio ímpar e mantém uma relação para lá de amistosa com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Fortalecida pelo sucesso de suas últimas coberturas, a diretoria do canal da Anhanguera traçou um objetivo bem claro para o seu projeto esportivo a partir do ano que vem: garantir os direitos de transmissão da Copa do Brasil.
Estrutura do projeto: A Copa do Brasil no SBT
- Formato de Exibição: Transmissão de 1 jogo por rodada na TV aberta.
- Modelo de Negócio: Divisão de direitos com a TV Globo (com ou sem exclusividade em datas chave).
- Janelas de Programação: Futebol ao vivo fixado nas noites de terça/quarta-feira e aos fins de semana.
- Relação Institucional: Aproximação estratégica e diálogo aberto entre a alta cúpula do SBT e a CBF.
A estratégia para abocanhar a competição mais rentável do futebol nacional já está desenhada. O SBT pretende costurar um modelo de exibição que garanta um jogo por rodada em sinal aberto, integrando um acordo de divisão de janelas com a Globo.
SBT quer trocar Sul-Americana pela Copa do Brasil
O movimento atende a um desejo antigo da programação da casa: manter o futebol. Com a Copa do Brasil no portfólio, o SBT consegue preencher com eventos de grande apelo e apelo popular as suas noites de terça ou quarta-feira.
A estratégia mostra ao mercado que o SBT quer seguir com seus investimentos no campo esportivo, com a meta de repetir os expressivos índices de audiência consolidados no último mês com a Copa.
Os nomes que podem ajudar na empreitada do SBT
Além do trabalho feito nos bastidores pela diretoria de Esportes do SBT, liderada pro Tiago Galassi, a expectativa do canal é que os nomes de Tiago Leifert e Galvão Bueno possam encantar a CBF.
Nessa engenharia de negócios, a emissora estuda tanto a possibilidade de compartilhamento de sinal quanto a obtenção de exibições exclusivas em determinadas datas, a depender da formatação final do contrato iminente entre a Globo e a entidade.
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter e é especialista em Audiências da TV e TV aberta. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email [email protected].
