Sem fazer lives no Instagram, Alok se dedica a projetos de caridade

Alok
Alok falou sobre os danos que a crise pode trazer para o país (Imagem: Divulgação)

Indo na contramão do que vários artistas estão fazendo, Alok não tem feito lives no Instagram. Em entrevista à coluna de Leo Dias, do UOL, o DJ falou sobre sua ausência no entretenimento e a sua preocupação com o Brasil e o mundo e as formas que está buscando de ajudar a quem precisa.

“Várias lives aparecem, oportunidades de fazer entretenimento. Não é que eu sou contra, mas é que meu posicionamento, agora, está muito voltado para o que realmente está acontecendo [em relação à pandemia do coronavírus no mundo], como solucionar e como evitar que o impacto seja tão grande, pensando não só no aspecto imediatista, mas nos próximos meses”, iniciou o DJ número 1 do Brasil.

E eu quero que a minha contribuição, nesse momento, seja lembrada por como eu atuei diante dessa crise, e não promovendo músicas. Por mais que o streaming esteja bombando, o que seria uma ótima oportunidade para poder ter meu nome nisso, não é o que condiz com a minha postura agora, não é o que o meu coração manda fazer“, completou.

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Pensando nos danos que a crise pode trazer para o país, Alok opinou: “Tem gente que já está sofrendo de uma forma fulminante, pessoas que vivem da informalidade, que não têm reserva. Elas vivem pela semana. E aí você pergunta para a pessoa e ela vai falar: ‘Prefiro arriscar pegar o coronavírus do que morrer com fome’. O que as pessoas estão sentindo hoje me preocupa bastante“.

Para a gente ter uma quarentena, muitas das pessoas da comunidade estão trabalhando. Quando a gente liga no delivery, quando o porteiro do prédio, quando o cara que lava a lavanderia dos hospitais? como é que você isola, né?“, disparou.

Vendo as discussões sobre saúde e economia, o DJ falou o que pensa: “Estou tendo que sintetizar o que está acontecendo e tem me incomodado muito, mais uma vez, a polarização no Brasil de querer falar ou de saúde pública ou de economia”.

Primeiro ponto: esse vírus precisa ser contido. Quando você fala que mata só idosos, para mim, é o cúmulo do absurdo, porque quando você entra em um colapso da saúde pública, se o seu filho tiver uma crise de asma aguda ele vai morrer, não vai ter leito para ele. Se o seu pai tiver um infarto, ele vai morrer porque não tem. É muito mais profundo do que você falar somente de uma gripe“, pontuou.

Atuante nas causas sociais, Alok explicou seus projetos. “Eu vivo em uma linha tênue porque estou querendo focar a minha energia no Brasil todo, mas o meu projeto da África agora está em um colapso porque o dólar está R$ 5, ou seja, uma criança que a gente tratava a R$ 50, agora já passa a ser R$ 85, R$ 90?”, contou.

A gente tem um projeto na África, o Fraternidade Sem Fronteiras, que atua no Brasil também. São 15 mil crianças hoje, e cada criança tem um custo de R$ 50. Tem os padrinhos, e tem alguns assuntos pontuais que eu faço e outras pessoas fazem, que é levantar hospital, escola, enfim. Mas se o dólar aumenta e você tem a mesma quantidade [de custo], mas menos dinheiro, a conta não fecha“, completou.

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Da Redação
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