Sem novidades e recheado de reprises, SBT amarga o pior mês da sua história

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SBT vive má fase e enfrenta fuga de público nunca antes vista; emissora alcança a pior média da sua história (Imagem: Reprodução / SBT)

O SBT vive uma enorme crise financeira provocada por vários ingredientes: erros de cálculo, falta de investimento, fuga de público e até uma queda de braço entre os diretores e seu dono, Silvio Santos. A mistura nada saborosa desencadeou um tremendo problema, e os últimos meses foram a prova disso.

Segundo dados consolidados pelo Ibope, fevereiro foi um dos piores meses da história do canal paulista com uma fuga de público recorde. Na média 24 horas, o SBT marcou apenas 10,1% de share (número de televisores ligados). Isso significa que de 100 televisores ligados, apenas 10 estavam sintonizados no SBT.

Vale ressaltar que em nenhum momento na história da emissora da família Abravanel o número de participação foi tão baixo. A título de comparação, no ano de 2014, quando a TV também estava em crise, a participação foi de 11,7%.

Em dezembro de 2020, o número foi um pouco maior do que em fevereiro deste ano: 10,5%. Ainda assim, somado o mês de dezembro, janeiro e fevereiro, a principal empresa do Grupo Silvio Santos conquistou o pior trimestre desde que o Ibope começou a aferir a audiência em todo o país.

Foi o 11º mês seguido que a Record venceu o SBT na média das 24 horas. Até 2019, a programação formada por nomes como Chris Flores, Christina Rocha, Ratinho, Carlos Alberto de Nóbrega, Rebeca Abravanel, Eliana, Celso Portiolli e Silvio Santos tinha vantagem na faixa.

A má fase não é segredo para ninguém. A ideia é reverter a situação difícil com investimentos. O primeiro foi no departamento esportivo, reinaugurado após anos com a vinda da Libertadores, e mais recentemente com a chegada da Champions League.

No entretenimento, a busca por um programa matinal após anos de solicitações do departamento Comercial finalmente vai sair do papel, com a chegada do Vem Pra Cá, que estreia no dia 22 de março. O jornalismo segue em frangalhos e sem o seu principal rosto, Roberto Cabrini, que migrou para a Record. Já as novelas infantis seguem paralisadas por tempo indeterminado por causa da pandemia.

Paulo CarvalhoPaulo Carvalho
Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email paullocarvalho19@gmail.com.
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