Sonho Meu: Fábio Assunção comenta reexibição da novela em que viveu seu primeiro vilão

Sonho Meu
Fábio Assunção (Jorge) em Sonho Meu; ator se destacou no primeiro papel de vilão (Imagem: Divulgação / Globo)

Os admiradores de Fábio Assunção estão tendo o privilégio de assistir ao ator em duas novelas simultaneamente. Paraíso Tropical (2017) e Sonho Meu (1993), onde interpretou seu primeiro vilão, estão sendo reprisadas no Canal Viva.

Durante bate-papo com o colunista Zean Bravo, o famoso falou sobre suas expectativas para reexibição dos folhetins que tanto marcaram a sua carreira.

Fiquei muito feliz de saber que Paraíso Tropical e Sonho Meu serão reprisadas ao mesmo tempo. São duas novelas incríveis que fui muito feliz em fazer, em momentos diferentes da minha vida. Eu, particularmente, vou adorar assistir novamente. Espero que o público que não teve a oportunidade de ver na época possa assistir agora. E, quem já viu, pode rever e se apegar às histórias. Desejo que sejam um sucesso, assim como foram na época”, disse.

Quase 28 anos após a estreia na Globo, Sonho Meu voltou ao ar na última segunda-feira (12). A trama de Marcílio Moraes será exibida durante a semana às 12h40, com reapresentação à 1h30. No centro da narrativa está Cláudia (Patrícia França), que se une ao milionário Lucas (Leonardo Vieira) para salvar a vida da filha Maria Carolina, a Laleska (Carolina Pavanelli). Vítima do pai Geraldo (José de Abreu) e da tia Elisa (Nívea Maria), a garota encontra o apoio do bondoso Tio Zé (Elias Gleizer).

Em entrevista ao colunista Duh Secco, do RD1, o autor da obra, Marcílio Moraes, recordou os talentos que merecem destaque na história.

Quando escrevo, me centro muito nos personagens. Me dedico a desenvolver o personagem para que o/a intérprete tenha o campo mais amplo para aprofundar o seu trabalho e mostrar as nuances do ser que ele encarna. Então, tenho dificuldade de destacar este ou aquele intérprete, sem deixar de reconhecer o enorme talento do elenco que tive. Leonardo Vieira, Patrícia França, Beatriz Segall, Fábio Assunção, Walmor Chagas, Flávio Galvão, Jayme Periard, Françoise Forton, Débora Duarte, Carlos Alberto, Cláudia Magno, Sérgio Fonta… Precisaria citar todos eles para ser minimamente justo”, disse.

Questionado se o público pode esperar por obras dele nos serviços de streaming, o escritor foi enfático: “Por ora, pelo menos, nada. Acho que esse pessoal tem medo de mim. Talvez isto seja um sintoma daquela desvalorização da autoria. Criam-se as chamadas ‘salas de roteiro’, que muitas vezes são comandadas por produtores, diretores, etc, gente que nunca escreveu uma linha na vida. E assim, vai-se eliminando a figura do autor e diluindo a autoria, enquanto tal. O que espero é que eles me paguem pelas minhas obras que disponibilizam no streaming, porque cobram por elas. Quero a minha parte”.

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