Sucesso na Globo, Mateus Solano fala de trajetória e paternidade: “Transforma a minha vida”

(Imagem: Divulgação / Ricardo Penna)

Filho do diplomata João Solano, Mateus Solano não quis seguir os passos do pai e se descobriu no mundo das artes dramáticas. E a escolha deu certo. Com 20 anos de carreira, ele é um dos maiores nomes da sua geração.

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No ar na novela Quanto Mais Vida, Melhor!, o ator conversou em exclusivo com o RD1. E o papo rendeu!

Na entrevista, Mateus fala sobre o amor pelos filhos Flora e Benjamin (frutos da união com a atriz Paula Braun) e a paternidade.

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Ele analisa sua trajetória de sucesso – com personagens marcantes, como Félix, de Amor à Vida – e conta que se tivesse uma segunda chance “divina”, assim como acontece no folhetim das 19 horas, diz que iria se aprofundar no tema da espiritualidade.

Confira a entrevista na íntegra:

RD1 – Você está no ar em “Quanto Mais Vida, Melhor!”. Que boas surpresas o personagem Guilherme tem lhe proporcionado?

Mateus Solando – Guilherme me surpreende pela sua capacidade de mudança. Um homem tão fechado, controlador e machista… Acho que só um encontro com a morte para deixá-lo aberto a possibilidade de mudança. A Flávia (Valentina Herszage) também traz um movimento para ele.

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Assim como acontece na trama, se você tivesse uma segunda chance “divina”, o que mudaria na sua vida?

Se eu tivesse uma segunda chance, certamente, iria me aprofundar muito mais na minha espiritualidade.

Você é judeu, porém, tem buscado na filosofia hindu conhecimentos para lidar com a vida após morte. O que tem aprendido com esses estudos?

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A nossa crença de que a nossa “alma” segue algum caminho depois da morte do corpo é uma visão um tanto egocêntrica do ser humano. Somos muito mais que só essa vida. Somos parte de um todo. Parece-me que grande parte da humanidade menospreza os outros animais, a flora, as montanhas, os rios… E, portanto, não vê a grande maravilha que é se misturar com todos esses elementos depois da nossa morte.

Este mês você voltará aos palcos com a peça “Irma Vap”. Como está a expectativa pela estreia?

Estou muito animado e emocionado em voltar ao teatro. A temporada de “Irma Vap” foi interrompida por causa da pandemia, em março de 2020. Agora, estamos ensaiando de novo a peça para deixá-la nos trinques para o público. O espetáculo estará em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a partir do dia 27 de janeiro.

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O personagem Félix, de “Amor à Vida”, em que você protagonizou o primeiro beijo gay da TV brasileira, foi um divisor de águas na sua carreira?

Acho que o Félix e as questões que ele conseguiu abordar na novela “Amor à Vida” foram um divisor de águas para a TV brasileira. E na minha carreira ele foi o personagem que firmou o meu caso de amor com o meu público da TV. Até hoje eles continuam me chamando de Félix (e de Zé Bonitnho – personagem da “Escolinha do Professor Raimundo”) pelas ruas, o que me dá muito orgulho. Alguns chegam e me abordam com humor. Outros com emoção… Isso mostra o quanto este personagem mexeu com a gente.

Seu primeiro trabalho de destaque na TV foi na minissérie “Maysa: Quando Fala o Coração”, dando vida a Ronaldo Bôscoli. Com 20 de carreira, mudaria algo em sua trajetória?

Eu não mudaria absolutamente nada! Tudo o que eu passei (as coisas boas e ruins) faz parte da minha trajetória e continua me ensinando a seguir em frente.

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Você é casado, pai e profissional de sucesso. O que guarda do menino que saiu de Brasília, percorreu o mundo e chegou ao universo das artes dramáticas?

Esse menino que eu fui é hoje o meu companheiro de trabalho. Sem ele não poderia ter dado vida a nenhum dos meus personagens. E quer saber? Acho essa uma grande vantagem na minha profissão.

Por ser filho de diplomata, falar inglês fluente e ter morado em Washington e Lisboa, não pensou em seguir o caminho do seu pai, João Solano?

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Aos 15 anos, eu me lembro de ter ido a um astrólogo para ver o meu mapa astral – e nele dizia que eu seria um excelente diplomata… Lembro de ter perguntando a esse astrólogo: “Não tem nada aí falando sobre em ser ator?”. Ele disse que “sim”, mas afirmou que como diplomata eu teria ainda mais sucesso…

As experiências morando fora do Brasil lhe ajudaram na sua formação pessoal e profissional?

As viagens que eu fiz desde criança foram fundamentais para a construção da minha curiosidade e tolerância com tudo que é diferente da minha forma de viver. Viajar enriquece muito a nossa bagagem.

A paternidade mudou a sua vida? Passou a entender melhor os seus pais após o nascimento de Flora e Benjamin?

A paternidade continua transformando a minha vida. Não sou alguém só para mim. Sou alguém também para os meus filhos. E isso me traz responsabilidade e é um excelente combustível para quem busca ser uma pessoa melhor.

Você é ativista ambiental, sócio da loja de e-commerce Muda, defensor do programa Mares Limpos, da ONU, e embaixador da Campanha Geração do Amanhã, da Globo. Como se sente à frente desses programas?

Defender o meio ambiente é algo que faço com muita sinceridade. Portanto, por mais que seja muita responsabilidade, é algo que faço com muito prazer.

Precisamos de maior consciência para cuidar melhor do meio ambiente? O que você vislumbra como uma política séria voltada para o meio ambiente?

Eu me lembro de fazer uma live com um professor e perguntá-lo: “O senhor não acha que ecologia e meio ambiente deveriam ser uma matéria na escola?”. Ele me respondeu: “Não. Acho que ecologia e meio ambiente deveriam estar em todas as matérias”. Portanto, acredito sim que devemos despertar para a consciência de que fazemos parte de um meio ambiente que não está aqui para nos servir. E sim para nos ensinar sobre nossos verdadeiros propósitos.

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Márcio Gomes
O carioca Márcio Gomes é apaixonado pelo jornalismo, tanto que o escolheu como profissão. Passou por diversas redações, já foi correspondente estrangeiro dos títulos da Editora Impala de Portugal como Nova Gente, Focus, Boa Forma, e editor na revista de BORDO. Escreveu para várias publicações como Elle, Capricho, Manchete, Desfile, Todateen, Shape, Seleções, Agência Estado/Estadão, O Fuxico, UOL, entre outros.
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