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Tuíte antigo de jornalista foi recuperado (Imagem: Reprodução / Record)

A jornalista Thais Bilenky, da revista Piauí, teve um tuíte resgatado do dia 14 de março de 2018, dia da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Nele, a repórter diz que o presidente Jair Bolsonaro poderia, sim, estar Rio de Janeiro.

Na tarde daquele dia, às 12h28, a jornalista divulgou a seguinte informação em sua rede social: “Bolsonaro teve uma intoxicação alimentar, passou mal e, nos últimos dois dias, precisou reduzir bem o ritmo da agenda. Até voltou mais cedo (hoje) pro Rio. Disse a sua assessoria”. A publicação foi resgatada pelo advogado Eduardo Goldenberg.

No último dia 29 de outubro, o Jornal Nacional levou ao ar uma reportagem exclusiva sobre o depoimento de um dos porteiros do condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa.

Em sua fala aos investigadores, o homem afirmou que Élcio Queiroz, um dos suspeitos pelo assassinato da vereadora, pediu para que ele ligasse para a casa 58, de Bolsonaro, pedindo a liberação da sua entrada. Lá dentro, ele se encaminhou para a casa de Ronnie Lessa, segundo suspeito de ter matado Marielle.

“Seu Jair”, segundo o porteiro, foi quem liberou a passagem. O telejornal da Globo revelou que naquele horário onde supostamente aconteceu a ligação, o então deputado federal estava em Brasília, onde participou de duas sessões e gravou vídeos para as redes sociais.

Confira:

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Tuíte de jornalista faz revelação sobre paradeiro de Bolsonaro no dia da morte de Marielle Franco (Imagem: Reprodução / Twitter)

Bolsonaro tira verba da Globo

Durante a campanha para a presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) chegou a declarar que manteria a distribuição de verbas do governo para propaganda da forma como vinha sendo feita há anos: a Globo, por dar mais audiência, receberia mais. Um estudo da Vortex Media BR, porém, mostra que Bolsonaro diminuiu os gastos com a emissora-líder, injetando dinheiro no SBT e, especialmente, na Record.

O levantamento traz o investimento da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) em propagandas para o governo nos cinco canais mais famosos da TV aberta versus a audiência destas estações em 2018 – a última média anual consolidada.

A Globo, mesmo com 36,4% de audiência, recebe apenas 18% dos investimentos da Secom para comerciais do governo federal. Já a Record é a queridinha da gestão Bolsonaro: mesmo detendo apenas 15% de audiência – menos da metade da Globo –, o canal leva 34,8% do dinheiro de propagandas relacionadas à presidência da República.

A estação da família Marinho também fica atrás do SBT, com 14,9% de audiência e 27,3% da verba publicitária. A Secom também injetou grana na Band (3,2% de audiência; 6,0% do investimento) e na RedeTV! (1,3% e 3,0%); a Globo, como se vê, foi a única a sofrer redução do dinheiro gasto em campanhas publicitárias pró-Bolsonaro.

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