Bolsonaro
TCU está de olho em ataques de Jair Bolsonaro contra a Globo (Imagem: Reprodução / SBT)

O TCU (Tribunal de Contas da União) fez um relatório sobre a distribuição das verbas publicitárias para a TV aberta nos primeiros meses do governo do presidente Jair Bolsonaro. O que se viu foi uma queda no repasse para a Globo, enquanto Record e SBT tiveram os maiores valores depositados.

O tribunal pediu à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) as planilhas de valores pagos, via agências de publicidade para as três maiores emissoras. A ideia é analisar se recursos estão sendo distribuídos com critérios políticos, favorecendo os canais de Silvio Santos e Edir Macedo e desfavorecendo o da família Marinho. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

De 2017 até 2019, o governo reduziu a publicidade na Globo e priorizou Record e SBT. Nos dados, o que se viu após a saída do ex-presidente Michel Temer foi uma queda drástica na participação da Globo no bolo.

Em porcentagem, no ano de 2017, a Globo detinha 48,52%, enquanto Record tinha 26,6% e SBT 24,8%. Em 2018, no último ano de Temer, o bolo concentrava 39,1% na emissora carioca, 31,1% na Record e 29,6% no SBT.

Agora, a Record passou na frente com 42,6%, seguida de perto pelo SBT com 41,0% e a veio Globo atrás com apenas 16,3%. O jornal levantou no site da Secom os pagamentos para os três canais, referentes às várias campanhas do governo, entre 1º de janeiro e até a última segunda-feira, 11 de novembro.

A Globo recebeu do governo Bolsonaro R$ 10,5 milhões, o SBT ficou com um bolo maior, R$ 16,3 milhões, e a Record pulou para R$ 19,7 milhões. O TCU pediu para que em quinze dias a Secom apresente critérios técnicos e objetivos que justifiquem a distribuição de anúncios da Previdência e as escolhas dos programas para merchandising.

Procurada pela reportagem, a Secom informou que as ações publicitárias do governo na TV “dependem dos objetivos de campanha e não necessariamente são representados pelos índices de participação de audiência, visto se tratar de informação modulada a partir do público-alvo a ser impactado com a publicidade e da cobertura geográfica”.

Na nota, o governo informou, sem citação direta à Globo, que “não é uma realidade a presunção de que utilizar o veículo de maior audiência é a melhor forma de investimento de comunicação” e negou uma orientação por parte de Bolsonaro na nova distribuição.

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