Vereadores de Santa Catarina surpreendem ao pedir que Netflix remova Round 6 do catálogo

Netflix
Netflix foi procurada por políticos para pedido sobre série (Imagem: Reprodução / Netflix)

Vereadores de Içara, em Santa Catarina, estão tentando retirar a série Round 6 do catálogo da Netflix. Os parlamentares alegam que este tipo de conteúdo violento pode trazer impacto para a saúde mental das crianças e adolescentes.

O autor Edson Freitas (MDB) teve sua proposta aprovada no último dia 20 de outubro, mas não teve retorno da plataforma de streaming. No documento, ele justifica sua solicitação:

“O conteúdo da série contém violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos e cenas de sexo, utiliza-se de brincadeiras simples de criança como: ‘Batatinha frita 1,2,3’, ‘Cabo de guerra’, ‘Bolas de gude’ para assassinar a ‘sangue frio’ as pessoas que não atingem o objetivo final”.

Há preocupação com esse tipo de série violenta que mistura brincadeira de crianças com crimes bárbaros. Além da facilidade com que as crianças acessam esse material, existe o impacto que este pode ter sobre a saúde mental de crianças e adolescentes, especialmente daqueles que já se encontram, por algum motivo, fragilizados“, completou.

Vale lembrar que a produção teve sua classificação indicativa revista pelo Ministério da Justiça recentemente. De não recomendada para menores de 16 anos, Round 6 agora é não recomendada para menores de 18 anos. Segundo o MJ, a mudança vem à tona justamente por ter “presença de conteúdo sexual, de violência extrema e de drogas lícitas”.

A série sul-coreana se tornou febre ao redor do mundo e foi a mais assistida na Netflix durante os primeiros 28 dias de exibição, totalizando 111 milhões de acessos. Os produtores de Round 6 já garantem uma nova temporada para o ano que vem, mas não adiantam nada sobre a nova leva de episódios.

Por enquanto, a série segue rendendo alta repercussão na internet e muita audiência para o streaming, superando produções “imbatíveis” como Bridgerton. São raras as ocasiões onde o Ministério da Justiça se envolve em produções de plataformas de streaming.

Normalmente, o órgão é mais ligado ao que acontece na TV aberta. Os canais SBT e Record são constantemente alvos do MJ por reprises de novelas ou programas de auditório.

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