O casal Viih Tube e Eliezer virou o assunto mais comentado da semana ao lançar As Patroas, uma espécie de BBB caseiro em que os 11 funcionários da mansão — babás, governanta, cozinheira, lavadeira e motorista — disputam prêmios em dinheiro.
A internet, no entanto, não perdoou, acusou o formato de humilhar os trabalhadores, e Eliezer saiu em defesa do projeto negando qualquer constrangimento.
O desfecho veio rápido: nesta quarta-feira (1º), o casal apagou todos os episódios do ar, um dia depois da estreia.
Como funcionava o reality ‘As Patroas’?
O programa estreou na terça (30) no YouTube e nas redes do casal, com episódios previstos para terças e sábados. A dinâmica incluía o Desafio do CLT, que rendia R$ 1 mil e pontos por semana, e a prova Lavando Roupa Suja.
A premiação chamava atenção: R$ 20 mil para o campeão, com valores acumulados que podiam passar de R$ 30 mil, além de moto zero, jantares e até redução da jornada de trabalho como benefício.
O que causou a revolta na internet
O estopim foi a primeira prova. Os funcionários tiveram 10 minutos para caçar moedas de plástico escondidas pela mansão — e os esconderijos incluíam o lago artificial, lixeiras do banheiro e até dentro do vaso sanitário.
A cena do motorista do casal reagindo ao encontrar moedas nesses locais rodou o X (antigo Twitter) e concentrou as críticas.
Internautas classificaram o formato como constrangimento disfarçado de entretenimento e questionaram o uso de benefícios trabalhistas como prêmio de gincana.
Como Eliezer se defendeu
Antes de apagar tudo, o ex-BBB respondeu publicamente aos questionamentos. Ele garantiu que ninguém foi obrigado ou coagido a participar.
Entre os argumentos listados por Eliezer:
- Nos dias de gravação (três por semana), os funcionários trabalham meio expediente sem desconto no salário
- Os prêmios incluem R$ 60 mil em valores somados, moto zero, jantares e massagem
- Os participantes estariam ganhando seguidores e, segundo ele, felizes com o projeto
Mesmo com a defesa, a pressão venceu. O casal removeu os vídeos do YouTube e do Instagram sem divulgar nota oficial explicando a decisão, deixando cerca de cinco episódios já gravados na gaveta.
O caso deixa uma lição que vale para qualquer patrão, famoso ou não: a relação de trabalho tem regras, e transformar a rotina de empregados em conteúdo — mesmo com prêmios no meio — pode gerar questionamentos éticos e até trabalhistas.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.
