Zélia Duncan se muda para viver com namorada e fala sobre sexualidade

Zélia Duncan
Zélia Duncan abriu o coração e falou sobre sua atual relação (Imagem: Reprodução/ Arquivo Pessoal)

Zélia Duncan decidiu abrir o coração e falou sobre a sua relação com a designer e artista plástica Flávia Soares. As duas, que atualmente moram juntas em São Paulo, estão prestes a se casar e já preparam documentos para a união estável.

Aos 56 anos, a cantora declarou que “está mais assumida do que nunca”. Apesar disso, ela contou que rompeu a amizade com muita gente por causa dos seus posicionamentos.

“Perdi amigos, cobrei de uma amiga de infância nas eleições… Tínhamos um grupo de quatro amigas. Eu sou gay, estou na minha fase mais assumida. Fiz o curta sobre visibilidade lésbica, ‘Uma paciência selvagem me trouxe aqui’, estou me vendo confrontada com esse assunto de uma maneira que nunca fui e me sinto convocada a ser honesta”, desabafou ao jornal O Globo.

“Respeito quem não quer falar dessas coisas, mas meu caminho foi para chegar aonde estou e quero seguir melhorando. Não posso ser a pessoa que sou sem lutar contra o racismo, a homofobia, a transfobia”, comentou ela.

Zélia Duncan também relatou que passou a se observar mais e que segue pessoas trans e ofereço o seu apoio. “A consciência é um caminho sem volta. Fazer esse filme mexeu comigo. Eram 24 mulheres trabalhando no set, eu era a mais velha, nem todas eram gays. Eu ficava tão comovida”, declarou. Questionada sobre o tipo de crítica que a incomoda, a cantora disparou:

“Aquela em que percebo que a pessoa não me conhece e está a fim de criticar, que cultivou uma implicância. Uma vez, disseram que eu era uma cantora de um disco só. Passou tanto tempo e ainda lembro disso. Amarguro na hora, mas depois jogo no ralo”.

A famosa ainda falou sobre a sua voz, que já chegou a ser considerada por muita gente como “grossa ou masculina”. “Somos o país das cantoras, não precisa se dar ao luxo de odiar minha voz”, disse.

“A vergonha que eu tinha se tornou motivo de orgulho, porque vivo da minha voz. Prefiro ter uma voz que se reconheça do que uma impessoal que, quando toca no rádio, perguntam: ‘Quem é?’. Cantar, para mim, está além de ser afinada ou ter extensão. É se comunicar. Claro que posso me chatear com alguma coisa. Mas ser artista é aguentar o tranco das críticas, saber que aquilo vai passar por você”, confessou.

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