
A bola rola oficialmente para a Copa do Mundo FIFA 2026 nesta quinta-feira (11) e, se nos gramados a disputa promete ser acirrada, nos bastidores comerciais o cenário já está definido.
A Globo abriu uma vantagem esmagadora sobre o consórcio formado por SBT e N Sports, iniciando a cobertura do torneio nos Estados Unidos, México e Canadá com mais que o dobro de marcas parceiras.
Turbinada por sua estrutura multiplataforma, a emissora dos Marinho vendeu todas as suas cotas de publicidade principais.
O sucesso comercial garante um faturamento histórico e projeta uma arrecadação astronômica para o canal carioca ao longo do próximo mês.
Globo fatura R$ 2 bilhões
Com a confirmação de 25 patrocinadores master, o Grupo Globo projeta faturar cerca de R$ 2 bilhões com o evento de seleções.
Para esta edição, o canal distribuiu a entrega comercial entre a TV Globo, SporTV, Globoplay, GE (internet) e GE TV, exibindo um total de 54 das 104 partidas programadas.
O valor exato pago por cada empresa é mantido sob sigilo de mercado, mas a cota mais cara oferecida para a TV aberta chegou ao preço de R$ 265,471 milhões.
Além de cervejarias e bancos tradicionais, chama a atenção a entrada da OpenAI (dona do ChatGPT) e da gigante Apple, consolidando a atratividade da transmissão da Globo.
Para dar conta da cobertura, a rede mobilizou 120 profissionais no exterior e 400 em território nacional.
SBT e N Sports fecham garantem 12 marcas
Do outro lado da disputa, a aliança entre o SBT e o canal digital N Sports conseguiu preencher sua última cota disponível na undécima hora.
A chegada da Betnacional, pertencente ao grupo Flutter Brazil, elevou para 12 o número de patrocinadores nacionais do projeto, que transmitirá 32 confrontos da competição.
O anúncio foi comemorado pelas diretorias. A entrada da casa de apostas foi estratégica, já que a marca conta com o narrador Galvão Bueno como embaixador oficial.
O veterano será a principal voz do SBT na Copa, comandando as transmissões de 10 jogos essenciais, incluindo a grande final e a caminhada da Seleção Brasileira.
Para engordar o faturamento além das cotas nacionais, o SBT apostou fortemente em inserções regionais (por praça).
Empresas como a Keeta garantiram exclusividade na capital paulista, enquanto os Postos Ale fecharam uma distribuição em oito localidades específicas, como o Rio Grande do Norte e Minas Gerais.
Raio-X dos Negócios:
Confira abaixo o comparativo comercial completo e a lista de todas as marcas que estão injetando milhões nas transmissões da Copa do Mundo:
| Métrica Comercial | Grupo Globo (Líder) | SBT / N Sports (Consórcio) |
|---|---|---|
| Total de Patrocinadores | 25 Marcas Nacionais | 12 Marcas + Cotas Regionais |
| Faturamento Estimado | R$ 2 Bilhões | US$ 25 milhões em custos de direitos (R$ 134,5 mi) |
| Volume de Jogos na Grade | 54 partidas ao vivo | 32 partidas ao vivo |
| Lista de Anunciantes Confirmados | Ademicon, Amazon, Ambev, Apple, Betano, BetMGM, BYD, Caoa, Claro, Coca‑Cola, Grupo Petrópolis, Havan, Itaú, JBS, Localiza, Loterias Caixa, McCain, Medley, OpenAI, STIHL, Superbet, Suvinil, Unilever, XP e Zé Delivery. | Airbnb, Bem Brasil, Betnacional, Carrefour, Esportes da Sorte, Friboi, Haleon, Hyundai, McDonald’s, Pagbank, Seara e Shopee. (Regionais: Keeta e Postos Ale) |
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
