A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 deixou muitos torcedores frustrados, e Tiago Leifert não ficou alheio ao sentimento geral.
Em uma transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (6) no YouTube, o apresentador fez um pedido enfático.
O jornalista do SBT pediu para que os jogadores da Seleção Brasileira não sejam alvos de ataques após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final.
Leifert defendeu que o momento pede reflexão e não ofensas.
“Não é hora de xingar jogador, não é hora de xingar o Bruno, o Vini Jr., o Neymar, o Endrick, nada disso. Perdemos, gente”, disse o apresentador em um trecho da live, pedindo equilíbrio nas reações ao revés.
Ele completou o raciocínio, buscando uma perspectiva mais produtiva para o futuro da equipe nacional: “Temos que olhar e ser produtivos. Olhar para trás, ver o que deu errado, olhar para a frente para fazer dar certo, para chegarmos mais fortes em 2030 e mostrar para as pessoas que ainda somos o Brasil.”
O peso da história e as novas gerações
No início da transmissão, Tiago Leifert classificou a data como um “dia trágico” e lamentou o momento vivido pelo Brasil.
Segundo ele, explicar a paixão pela Copa do Mundo para as novas gerações, que não viram o país conquistar o título mundial, será cada vez mais desafiador.
“Vai ser difícil explicar pras gerações mais novas por que nós, mais velhos, nos empolgamos tanto com a Copa do Mundo, sendo que eles nunca viram nada acontecer”, afirmou.
O jornalista relembrou com carinho as duas últimas conquistas mundiais do Brasil, em 1994 e 2002, e destacou o quanto essas memórias foram marcantes em sua vida.
“Vi a seleção ganhar a primeira vez quando eu tinha 14 anos [em 1994]. Depois, vi de novo aos 22 anos [em 2002]. Como é que você vai explicar para moleque hoje de 20 anos que era tão legal?”,
O apresentador fez o questionamento, evidenciando a nostalgia e a dificuldade de transmitir essa emoção para quem não vivenciou.
Frustração com o fim do Torcida SBT
Tiago Leifert revelou que esperava acompanhar a Seleção Brasileira ao menos até as semifinais do Mundial, o que o deixou frustrado com o encerramento precoce da cobertura do projeto Torcida SBT.
Apesar da decepção com o resultado em campo, ele fez um balanço positivo da experiência à frente do programa.
“Fazia muito tempo que eu não me divertia tanto apresentando um programa esportivo”, confessou.
Ele admitiu que a expectativa de uma longa jornada na Copa era grande, inclusive com a possibilidade de programação especial da emissora.
“Então, me dói porque eu queria muito continuar, mas a gente estava atrelado ao Brasil e terminar assim é muito frustrante mesmo”, concluiu, evidenciando a forte ligação criada com o projeto e a seleção.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
