O Roda a Roda, um dos programas mais duradouros do SBT, nasceu como piloto dentro do Teleton de 2003 e atravessou décadas de parcerias comerciais até chegar à formação atual, com a Jequiti.
A trajetória do formato mistura testes de patrocinadores, mudanças de público-alvo e uma reviravolta recente:
- a possível venda da própria marca de cosméticos que salvou o programa nos últimos anos.
O piloto dentro do Teleton
O Roda a Roda foi exibido pela primeira vez em 3 de outubro de 2003, dentro do Teleton daquele ano, com a participação de Hebe Camargo, Ratinho e Hermano Henning.
Foi Silvio Santos quem armou aquele piloto, testando um formato que se tornaria um dos mais longevos da grade do SBT.
A fase Chevrolet
Dez dias depois, em 13 de outubro de 2003, chegou a versão patrocinada pela GM, em que carros eram sorteados diariamente.
Para participar, o interessado precisava visitar um ponto de vendas Chevrolet:
- cada visita valia um cupom, e um test-drive dava direito a dois cupons — um modelo de captação de leads disfarçado de entretenimento.
A breve passagem pela Johnson & Johnson
Com o fim da parceria com a Chevrolet, o SBT fechou acordo com a Johnson & Johnson, que buscava comemorar 72 anos no Brasil aumentando a distribuição e as vendas dos próprios produtos.
Essa versão do programa foi ao ar entre 16 de maio e 12 de agosto de 2005, um período curto se comparado às fases anteriores e posteriores do formato.
A chegada da Jequiti
Em 6 de setembro de 2008, o SBT lançou o Roda a Roda Jequiti.
O formato seguiu o mesmo, com os mesmos apresentadores, mas os participantes passaram a ser compradores e vendedores dos produtos cosméticos da marca, pertencente ao Grupo Silvio Santos.
Um dos principais objetivos do programa nessa fase era aumentar a popularidade da própria Jequiti — uma espécie de publicidade contínua embutida no entretenimento.
Diante das mudanças no mercado publicitário nos últimos anos, a Jequiti se tornou peça-chave para a sobrevivência do Roda a Roda na grade do SBT.
O Baú da Felicidade + Jequiti entra na jogada
A partir de 2024, com o desejo já manifesto de vender a Jequiti, o SBT incorporou o Baú da Felicidade ao programa, formando o Baú da Felicidade + Jequiti.
A mudança sinalizava que a emissora já se preparava para uma eventual saída da marca de cosméticos do centro do formato.
A polêmica da venda
Em agosto de 2026, o colunista Flávio Ricco divulgou que o Grupo Silvio Santos havia concluído a venda da Jequiti Cosméticos ao Grupo José Alves, conglomerado de Goiás fundado em 1962, por cerca de R$ 536 milhões.
O Grupo Silvio Santos, porém, negou oficialmente a informação, afirmando em nota que a Jequiti não foi vendida e que a operação da companhia segue seu curso normal.
Segundo a reportagem, a marca enfrentava crise financeira prolongada, e um acordo com a farmacêutica Cimed havia sido alinhado em 2024, mas não se concretizou.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

