Globo quer novela que bateu 100 pontos de audiência para substituir Avenida Brasil no Vale a Pena Ver De Novo
Com duas reprises perto do fim, a Globo avalia trazer Roque Santeiro de volta à programação da tarde.
O clássico de 1985 está entre os títulos analisados pela emissora para ocupar a faixa do Vale a Pena Ver de Novo, segundo apuração da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.
Além do Tempo tem término previsto para o fim de outubro, e Avenida Brasil será concluída em novembro.
Ambas as reprises estão abaixo da expectativa de audiência: Avenida Brasil registra 14 pontos, enquanto Além do Tempo marca 10.
Uma passagem anterior discreta pela faixa
Roque Santeiro já foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo em 2001, mas apresentou resultados considerados ruins à época, chegando a ficar atrás do SBT, que exibia Chaves no mesmo horário em determinados capítulos.
Apesar do histórico discreto, uma nova exibição da novela é um desejo antigo de parte dos executivos da Globo.
Internamente, existe a avaliação de que o título pode conquistar uma nova parcela do público, em comparação com o potencial atribuído a Tieta, que recentemente garantiu média de 16 pontos em São Paulo.
Um fenômeno marcado pela censura
A trajetória de Roque Santeiro passa por um dos episódios mais conhecidos de censura na teledramaturgia brasileira.
O projeto deveria ter estreado em 1975, mas foi proibido durante a ditadura militar, sendo liberado apenas uma década depois.
Exibida de junho de 1985 a fevereiro de 1986, a novela se tornou um fenômeno de audiência e faturamento.
O capítulo final registrou média de 96 pontos e chegou a picos de 100% de televisores ligados no horário, a única vez que uma novela brasileira atingiu esse patamar, segundo dados do Ibope.
Do que trata a trama
Na ficção, a cidade fictícia de Asa Branca sustenta parte de sua estrutura social e econômica na crença nos milagres de Roque Santeiro, dado como morto e transformado em mártir.
Dezessete anos depois, ele reaparece vivo — reviravolta que coloca em risco o poder e a riqueza das autoridades locais que se beneficiavam da imagem construída em torno do suposto santo.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

