A CBF pretende assumir, a partir de 2027, a produção e a geração de imagens de todos os jogos da Copa do Brasil.
A mudança faz parte de um novo modelo de gestão dos direitos de transmissão, no qual a entidade também ficará responsável pela qualidade, entrega e distribuição do produto às emissoras parceiras.
O modelo centralizado busca garantir padronização visual e gráfica única para todos os veículos que exibirem o torneio.
Um formato já testado em outras competições
A proposta segue um caminho já adotado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em suas competições estaduais, além de ser amplamente utilizado em grandes torneios internacionais.
Ao assumir a geração de imagens, a CBF passa a ter controle direto sobre a experiência entregue ao telespectador, independentemente de qual emissora exibe a partida.
O formato deve ser obrigatório para todos os parceiros que adquirirem os direitos da Copa do Brasil no próximo ciclo, que vai de 2027 a 2030.
Por que a CBF assumindo facilita a chegada de novos parceiros
Historicamente, montar uma estrutura própria de captação e geração de imagens é um dos maiores custos operacionais para uma emissora que deseja entrar num torneio de grande porte.
Com a CBF assumindo esse processo, o SBT ganha uma vantagem prática para viabilizar a entrada na disputa, já que não precisaria montar sozinho toda a infraestrutura técnica de transmissão.
É esse tipo de barreira reduzida que pode facilitar tanto a chegada de uma nova emissora quanto a manutenção da Globo, que preserva o principal pacote sem arcar com parte dos custos técnicos de produção.
Copa do Brasil e CBF: como deve ficar a divisão dos direitos
Na TV aberta, a Globo aparece como favorita para manter o principal pacote de jogos, enquanto o SBT pode ficar com uma faixa secundária de partidas.
Na TV por assinatura, o SporTV é considerado praticamente certo, com ESPN e Amazon disputando outro pacote de transmissão.
No ambiente digital, a expectativa é de que a Ge TV seja contemplada com um pacote específico de jogos.
O valor em disputa
Atualmente, os contratos da Globo e do Prime Video rendem à CBF cerca de R$ 700 milhões por temporada.
Para o novo ciclo, entre 2027 e 2030, a meta da confederação é alcançar R$ 1 bilhão na comercialização dos direitos de transmissão.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

