Adriana Bombom compra em loja acusada de racismo e é criticada

Adriana Bombom
Adriana Bombom se defendeu das críticas que recebeu na web (Imagem: Reprodução / Instagram)

Adriana Bombom causou nos Instagram ao postar Stories fazendo compras em uma filial da Zara. Na web, internautas criticaram o fato da apresentadora estar em uma loja que foi acusada de racismo após o ato de preconceito contra a delegada Ana Paula Barroso.

Ao ver a repercussão do assunto, a famosa tentou se defender no seu perfil: “Quero dizer que o objetivo não era ofender e nem desmerecer ninguém, pois eu me assumo muito bem como uma mulher negra e uma mulher do povo, pois sou de origem muito humilde, passei a minha infância num orfanato e depois fui viver num quarto de empregada na zona sul do Rio até ficar adulta”.

“Como muitas negras eu também já passei por vários perrengues de preconceito, mas eu nunca me rendi às discriminações e sempre busquei com respeito, educação e simpatia conquistar os meus espaços, dentro dos lugares que eu queria estar”, completou.

Na sequência, Bombom afirmou que já passou por situações racistas, mas que não deixa de ir onde deseja: “Penso assim: se me acontecer algo desrespeitoso, eu vou buscar meus direitos e vou fazer valer a lei, mas não vou deixar de frequentar os lugares que quero, pois, se fizer isso, aí mesmo é que eu estarei fortalecendo a discriminação”.

“Não dá pra falar em empoderamento se ficarem criticando os irmãos que não se rendem ao preconceito, como eu. Ao invés de deixar de frequentar, por que esse povo não levanta a cabeça e persiste em ocupar os espaços que acham que merecem? E se, por acaso, acontecer algo ruim, que reclamem seus direitos, que busquem a lei e que punam os responsáveis, como a delegada de Fortaleza fez, poxa! Há muitos anos que eu compro nessa loja e gosto dos produtos e do atendimento. Eu nunca fui destratada, nem senti discriminação nem no Brasil e nem no exterior, onde não me conhecem“, disparou.

Apesar da tentativa de defesa do seu ponto de vista, a apresentadora continuou sendo criticada, e voltou a falar sobre o assunto: “Sou negra e sou livre! Quanta polêmica e comentários desnecessários em cima dessa sua irmã aqui!
Antes de criticarem, analisem a minha história e percebam que eu fui ocupando os meus espaços sem ter que brigar. Eu cresci na vida honestamente e me impondo sempre com educação, com respeito e com um sorriso no rosto, mesmo nas vezes que passei por algumas discriminações e com meu peito cheio de dor”.

Na sequência, Adriana Bombom afirmou: “Provavelmente, ocorreu em razão de atitude pessoal de funcionários despreparados, do que de uma política de uma empresa que tem lojas no mundo inteiro, inclusive na África. Não sei se uma empresa com este porte viria se estabelecer num país como o Brasil, onde praticamente mais da metade da população é mestiça e negra, não é? Ou vocês acham que eles viabilizariam o negócio aqui se quisessem vender roupas só para os branquinhos de raça pura? O racismo existe sim, mas algumas pessoas ficam fazendo ativismo com uma bandeira tão separatista quanto o racismo e se esquecem que, independente de cor, raça ou gênero, a humanidade precisa é de respeito e de convívio”.

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Carol Bittencourt
Caroline Bittencourt é jornalista, pós-graduada em Comunicação e Design Digital. Atua como redatora e produtora de conteúdo para redes sociais.
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